* Uma das principais promessas do Brasil na arte suave, o jovem Tainan Dalpra, aos 19 anos, recebeu a faixa preta de Jiu-Jitsu dos irmãos Mendes em outubro deste ano, após brilhar como faixa-marrom no Pan-Americano da IBJJF. Campeão na divisão dos médios, Tainan realizou três lutas e finalizou em todas, um aproveitamento celebrado pelo atleta em entrevista exclusiva à TATAME.

“Fiquei feliz com a minha atuação no Pan, pois sempre trabalhei duro para obter os resultados. Esse era mais um dos meus objetivos, ter uma boa atuação no Pan 2020, um campeonato que eu venho ganhando desde 2016. Neste ano eu fiz três lutas e consegui finalizar as três. Na final, eu encarei um atleta conhecido (Rafael Torres, da Alliance), que já está na faixa-marrom há um bom tempo, mas consegui impor a estratégia que tinha traçado com a minha equipe e encaixar a finalização”, afirmou Dalpra.

Pupilo dos irmãos Rafael e Guilherme Mendes na Art of Jiu-Jitsu, Tainan começou a treinar aos 5 anos, em Florianópolis (SC), por influência do pai. A chegada à elite do esporte aconteceu após o título no Pan 2020, quando ele recebeu a faixa preta ainda no pódio, em um momento bastante emocionante, segundo ele.

“Foi uma felicidade muito grande pra mim, receber a faixa preta das mãos do meu ídolo (Gui Mendes) e também estando do lado do time, que é tão importante pra mim. Queria muito ter recebido a graduação com a presença do meu pai, que sempre foi o meu maior incentivador, mas estou muito feliz por essa fase e sei que teremos muitos momentos de alegria juntos. Realmente, sou bem novo, mas estou feliz por ter chegado no maior nível aos 19 anos. É estranho ainda saber que eu sou novo e tenho muitos desafios pela frente. Tento não pensar nisso e continuo trabalhando duro, independente da idade”, contou o brasileiro, que não vê a hora de estrear como faixa-preta, desejo que vem sendo atrasado por conta da pandemia.

“Nas faixas coloridas sempre conversei com o meu professor, e ele sempre me falava que eu tinha que competir tudo para ganhar o máximo de experiência. Eu confio no meu Jiu Jitsu, então acredito que agora na faixa-preta vai ser muito a questão de eu ficar confortável lutando com todos, e é nisso isso que estou focado agora, em conseguir lutar feliz e confiante. Eu estando confortável, o resto vai fluir naturalmente”.

Tainan Dalpra, vale citar, realiza ao lado de Guilherme Mendes, no próximo dia 19 de dezembro, um super seminário na academia Gracie Kore, localizada no Rio de Janeiro. Para mais informações, clique aqui.


Confira outros trechos da entrevista com Tainan Dalpra:

– Análise do seu jogo e importância do lado mental

Meu jogo é um jogo bem completo, na academia tento treinar todas as áreas, por baixo, por cima e até queda também, tento me aprimorar em tudo e meu professor, Guilherme Mendes, ajuda muito nesse sentido. Meu lado mental é realmente tentar me sentir o mais confortável na luta. A confiança vem do conforto sob pressão e trabalho duro, então tento somente me sentir confortável durante as competições.

– Treinos com os irmãos Mendes na Art of Jiu-Jitsu

Os treinos na AOJ não sei nem como descrever muito, basta apenas olhar os resultados de todos. Somos um time pequeno, mas fazemos bastante barulho nas competições, graças ao trabalho que nosso professor Guilherme Mendes vem fazendo com a gente. Minha relação com o Guilherme e com Rafael é muito boa, considero eles como irmãos que me ajudam muito, mas também tenho outras amizades que me ajudam bastante na academia, como o Johnatha Alves, por exemplo, que recentemente ganhou o Pan-Americano no adulto faixa-preta. Daqui a alguns anos estaremos juntos colhendo todos os frutos do nosso trabalho.

– Planos para a sequência da sua carreira e MMA

Meu principal plano para a carreira agora é ir atrás do máximo de títulos possível na categoria dos médios como faixa-preta. Sou novo e tenho um grande caminho pela frente ainda, então não penso muito agora em ir para o MMA. Tenho muito que fazer no Jiu-Jitsu ainda e tudo que a vida me trouxe até agora, foi graças ao meu trabalho. Sei que tenho muitos frutos para colher ainda e vou continuar trabalhado nesse sentido.

* Por Diogo Santarém