Acusado de estupro por uma de suas alunas, residente em Albuquerque, estado do Novo México (EUA), Rafael “Barata” Freitas deixou a prisão e recebeu da justiça americana, na última segunda-feira (14), o direito de responder sobre o caso em liberdade após um pedido realizado por sua defesa. As informações foram confirmadas pelo site americano MMA Fighting.

Já de acordo com a Ag.Fight, o juiz do caso, Charles Brown, aceitou o pedido feito pela defesa do professor de Jiu-Jitsu, afirmando que Rafael não possui antecedentes criminais e também não oferece risco à segurança da comunidade, o que lhe garante o direito previsto em lei. Ainda segundo o juiz, a liberdade é condicional e o faixa-preta estará sendo monitorado até o fim do seu julgamento. Nesse período, Freitas não poderá ter contato com a vítima e seus familiares e, logicamente, cometer nenhum crime ou violação.

Relembre o caso

Rafael Barata, de 37 anos, foi preso nos Estados Unidos após ser acusado de drogar e estuprar uma mulher, que era uma de suas alunas, em situação que ocorreu no dia 7 de novembro, ou seja, há pouco mais de um mês, e denunciada cerca de dez dias depois. A queixa foi registrada na Corte Metropolitana do Condado de Bernalillo e, segundo a denúncia, a mulher – que era aluna de Barata há anos -, capturou o registro do crime através de uma câmera de segurança instalada em sua sala de estar. O policial ouvido pela reportagem do Albuquerque Journal deu mais detalhes sobre o ocorrido, conforme abaixo.

“Em 17 de novembro, uma mulher denunciou o estupro a um detetive e disse que ele havia acontecido em sua casa durante uma aula particular, no dia 7 de novembro, com o treinador. Ela informou que tinha aulas com Freitas há vários anos e, naquele dia, ele estava fazendo uma massagem em suas pernas devido a cãibras recentes. A vítima disse que Freitas flerta com ela e com várias outras mulheres que treina, que ‘às vezes achava o comportamento dele impróprio’ e que nunca houve relacionamento amoroso entre os dois”.

Em declaração à polícia, a mulher contou que bebeu meio copo de vinho e depois tomou café da manhã, onde bebeu suco de laranja com ele antes da aula. A vítima acrescentou que foi ao banheiro e, ao voltar, viu que Rafael havia preparado um segundo copo de suco de laranja para ela, informando à polícia que também adicionou uma dose de uísque e ginger à bebida, e após cerca de 30 minutos, começou a “sentir sono”, enquanto Barata massageava as suas pernas. A vítima disse que “desmaiou rapidamente” e acordou horas depois, nua da cintura para baixo, já sem a presença do brasileiro na sala.

Ainda de acordo com a publicação, a mulher informou à polícia que enviou uma mensagem a Rafael Freitas afirmando que estava envergonhada, além de perguntar sobre o fato de ela estar nua, e o professor respondeu: ‘Sim, você estava bem, não se sinta assim, você está bem’. A aluna também ressaltou que, na sequência, recordou de ter uma câmera de segurança instalada em sua sala de estar e acionou a polícia.

Um detetive ainda fez uma descrição do caso com as imagens do vídeo, que mostram o faixa-preta de Jiu-Jitsu, “possivelmente”, jogando uma substância no suco de laranja da mulher, enquanto a mesma estava no banheiro, e que sua mão ainda realiza um movimento de “misturar” o copo. Na sequência, após Barata iniciar a massagem, as pernas da aluna aparentam estar “pesadas” e, segundo o detetive, ainda é possível ver Rafael tirando o short da vítima e parecer fazer sexo oral enquanto ela está desmaiada. Antes de sair da casa, Freitas pega a mão dela, com o braço parecendo estar “mole”, e em seguida esfrega em suas partes genitais. A mulher ainda ficou imóvel no sofá da sala por cerca de 50 minutos após a saída do professor.

Rafael “Barata” Freitas é professor de Holly Holm, ex-campeã peso-galo do UFC, e Michelle Waterson, também lutadora do Ultimate. O brasileiro, inclusive, esteve no corner de Holm no duelo da americana diante de Irene Aldana, em outubro, no UFC on ESPN 16, que aconteceu na “ilha da luta”, em Abu Dhabi.