Último card da organização em 2020, o UFC Vegas 17, realizado neste sábado (19), em Las Vegas (EUA), fechou os trabalhos do Ultimate com “chave de ouro”. Na luta principal da noite, Stephen Thompson deu um verdadeiro show contra Geoff Neal e, sem dar chances ao adversário, venceu por decisão unânime com um triplo 50-45. No co-main event, o ex-campeão José Aldo, aos 34 anos, mostrou que ainda tem “lenha para queimar”. Diante de Marlon Vera, o brasileiro também triunfou por unanimidade, conquistando sua primeira vitória no peso galo.

Ainda representando o Brasil, Michel Pereira – o “Paraense Voador” – conseguiu um grande resultado em combate com Khaos Williams no card principal, Taila Santos dominou a canadense Gillian Robertson nas preliminares, enquanto Marlon Moraes e Antônio Arroyo acabaram derrotados por Rob Font e Deron Winn, respectivamente.

Thompson dá show contra Geoff Neal

Na luta principal da noite, Stephen Thompson demonstrou todo o seu repertório contra Geoff Neal, dominando as ações em disputa pelo peso-meio-médio. Apesar da diferença de idade (37 de Thompson e 30 de Neal), o “Wonderboy” não se intimou, dando uma verdadeira “aula de MMA”. Melhor física e tecnicamente, Thompson fez praticamente o que quis, sendo interrompido apenas por uma cabeçada acidental.

Ao término dos cinco assaltos, um triplo 50-45 representou a superioridade de Stephen Thompson, que após vencer Vicente Luque em novembro, somou um novo triunfo e deve ganhar posições importantes no ranking meio-médio – ele é o quinto colocado atualmente. Já Neal, 11º na categoria, conheceu seu primeiro revés no UFC depois de somar cinco resultados positivos.

Aldo reencontra o caminho das vitórias

Mostrando personalidade e segurança desde o início da luta, José Aldo não deixou Marlon Vera respirar no co-main event do UFC Vegas 17. Com os gritos de incentivo do seu treinador, Dedé Pederneiras, ao fundo, Aldo caminhou pra frente e conectou os melhores golpes, principalmente na linha de cintura.

Vera tentou responder em algumas oportunidades, mas sem efetividade, pouco conseguiu fazer. Mais dominante, Aldo ainda teve tempo de usar seu Jiu-Jitsu, “mochilando” o equatoriano por quase cinco minutos. No fim, triunfo por decisão unânime dos jurados do brasileiro (triplo 29-28), retomando o caminho das vitórias após uma série de três derrotas. Em entrevista, o ex-campeão peso-pena ainda pediu para enfrentar TJ Dillashaw, ex-campeão dos galos, que retorna de longa suspensão da USADA (Agência Antidoping do Estados Unidos).

Michel Pereira vence guerra com Khaos

Um dos combates mais aguardados da noite, o encontro entre Michel Pereira e Khaos Williams, pelo peso-meio-médio, foi uma verdadeira guerra. O americano começou melhor, com suas tradicionais bombas, enquanto o brasileiro se esquivava e respondia nos contragolpes. Acostumado a vitórias rápidas, Khaos viu Michel ir crescendo no duelo com o passar dos rounds.

No encerramento do segundo assalto, o gongo salvou Williams de uma mata-leão encaixado por Pereira. Porém, o “Paraense Voador” não desanimou, seguiu em cima e ainda anotou boas quedas, vencendo por decisão unânime dos jurados (triplo 29-28) e anotando o seu segundo triunfo seguido na organização.

Rob Font surpreende Marlon Moraes

Primeiro brasileiro em ação no card principal do UFC Vegas 17, Marlon Moraes sofreu uma dura derrota por nocaute técnico para Rob Font. O peso-galo natural de Nova Friburgo até começou bem a disputa, quedando e conectando bons golpes no adversário. Entretanto, com uma sequência certeira de jabs e um uppercut, Font desmontou Marlon e foi com tudo, golpeando no ground and pound até a interrupção do árbitro central. Com o resultado, o americano Rob Font deve subir posições importantes no ranking peso-galo, e o brasileiro acumulou seu segundo revés por nocaute em cerca de dois meses.

Arroyo perde em combate morno

Multicampeão de Wrestling, Deron Winn usou e abusou do jogo agarrado contra Antônio Arroyo. Porém, apesar das quedas – foram mais de dez ao todo -, faltou efetividade por parte do americano no chão. Do outro lado, Arroyo assustou em alguns momentos em pé, mas a partir do segundo round, deu sinais de cansaço e foi caindo no confronto.

O cenário seguiu, e ao término do último assalto, Deron Winn ficou com o triunfo por decisão unânime dos jurados – seu segundo no Ultimate. Já Arroyo vive situação delicada, com duas derrotas em duas lutas.

Taila Santos fatura importante vitória

O duelo começou com Gillian Robertson mostrando suas armas no chão com uma tentativa de finalização, bem defendida por Taila Santos. A partir daí, a brasileira provou a que veio e iniciou um “passeio” diante da canadense. Bloqueando todas as investidas de Roberton, a lutadora de Santa Catarina foi capitalizando pontos no ground and pound e, no segundo round, abriu um profundo corte no nariz da rival.

No terceiro round, a dinâmica seguiu a mesma, com Taila por cima, explorando bastante as cotoveladas, enquanto Gillian buscava alguma finalização para se salvar. Ela não veio, e no fim, os jurados declaram vitória por decisão unânime (30-26, 30-26, 29-28) para a peso-mosca brasileira, que chegou ao seu segundo triunfo seguido no Ultimate.

RESULTADOS COMPLETOS:

UFC Fight Night 183
UFC Apex, em Las Vegas (EUA)
Sábado, 19 de dezembro de 2020

Card principal 
Stephen Thompson derrotou Geoff Neal por decisão unânime dos jurados
José Aldo derrotou Marlon Vera por decisão unânime dos jurados
Michel Pereira derrotou Khaos Williams por decisão unânime dos jurados
Rob Font derrotou Marlon Moraes por nocaute técnico no 1R
Marcin Tybura derrotou Greg Hardy por nocaute técnico no 2R

Card preliminar
Anthony Pettis derrotou Alex Morono por decisão unânime dos jurados
Pannie Kianzad derrotou Sijara Eubanks por decisão unânime dos jurados
Deron Winn derrotou Antônio Arroyo por decisão unânime dos jurados
Taila Santos derrotou Gillian Robertson por decisão unânime dos jurados
Tafon Nchukwi derrotou Jamie Pickett por decisão unânime dos jurados
Jimmy Flick finalizou Cody Durden com um estrangulamento do triângulo no 1R
Christos Giagos derrotou Carlton Minus por decisão unânime dos jurados