Cláudio Hannibal não vê a hora de retornar ao octógono. Depois da derrota para James Krause, em outubro passado, a primeira desde a sua estreia no MMA em 2007, o meio-médio brasileiro radicado em Londres (ING) está no país natal treinando a todo vapor para aproveitar alguma chance que, porventura, venha a aparecer nos próximos cards do Ultimate neste começo de 2021 em Abu Dhabi (EAU) ou Las Vegas (EUA).

“Para este ano, eu espero fazer cinco lutas. Quero lutar muito. Se eu acabar rápido, eu vou sempre pedir outra luta. Estou no pé do Alex Davis (empresário), me mantendo treinado, na dieta e, se cair alguma luta em fevereiro, eu vou estar pronto para entrar. Como falei, a meta é fazer cinco lutas este ano, bater meu recorde”.

A prioridade de Hannibal no momento é voltar a vencer, até porque, mesmo na época em que vinha de cinco triunfos consecutivos na organização, ele nunca teve seus pedidos atendidos: “Já me falaram para escolher oponentes, mas os caras não quiseram lutar, caras até com nome na empresa. É complicado, porque quem está lá em cima no ranking não quer lutar com quem está abaixo, existe uma espécie de clube social dos ranqueados. Gostaria de lutar com os grandes nomes, mas os caras são ‘mutucas’. Eu não tenho muito o que falar, luto contra qualquer um que o UFC decidir”, destacou Hannibal, que completa 39 anos em 2021.

Impedido de voltar para Londres, na Inglaterra, por conta do lockdown imposto para diminuir os impactos da pandemia do novo coronavírus, o brasileiro vem treinando na academia Gorillas Fight, em Goiânia, ao lado do peso-pesado Anderson Braddock, que é atleta do ONE Championship. Caso tenha luta marcada, a ideia é dar sequência ao camp nos Estados Unidos ou até mesmo contratar uma equipe para aprimorar o seu jogo.

“O Anderson Braddock é uma lenda do K-1, já lutou com todos os grandes nomes do Kickboxing e eu estou aproveitando bastante. Pretendo fazer o camp na American Top Team, mas se não der, eu vou fazer no Brasil, ou até mesmo contratando treinadores e parceiros de treinos. Nada vai tirar meu foco de lutar este ano”.

Na última terça-feira (5), o UFC confirmou a disputa de cinturão dos meio-médios entre o campeão Kamaru Usman e o brasileiro Gilbert Durinho no dia 13 de fevereiro. Para Hannibal, o compatriota é favorito: “Minha aposta é no Durinho. Está numa fase muito boa, o jogo em pé dele evoluiu muito, e ele tem um diferencial que o Usman não tem: botar para baixo e finalizar. Os wrestlers não gostam de pegar costas, botar gancho e finalizar. Tenho certeza que se pintar alguma oportunidade o Durinho não vai desperdiçar”, concluiu o lutador.