No momento mais tenso da “guerra” entre BTT e Chute Boxe, a calma e liderança de Zé Mario Sperry foram importantes para trazer a paz de volta entre as equipes. Logo após a derrota, Sperry foi ao vestiário da Chute Boxe para cumprimentar os membros do time rival pela vitória. “Eu quis apenas mostrar a eles que nós poderíamos ser oponentes sem ser inimigos”, recorda Zé Mario em trecho do Almanaque Combate/TATAME.

Disposto a encerrar de vez o ódio entre as equipes, Zé Mario tomou mais uma atitude nobre, no voo de volta para o Brasil, depois da luta com Murilo: “Estávamos bem machucados… Eu conhecia o piloto, porque havia feito curso para pilotos e ele foi meu colega. Então eu falei com ele que gostaria de ir de primeira classe e perguntei se poderia algumas pessoas comigo. Aproveitei e chamei o Ninja para ir comigo. Era importante essa rivalidade, mas chega uma certa altura que a gente precisa evoluir e achei que era a hora. O resultado foi positivo, e hoje em dia cultivo uma amizade com o Murilo, seu irmão e todos que foram da Chute Boxe”.

Murilo Ninja nunca se esqueceu da atitude de Sperry e elegeu o combate com o antigo rival como a maior luta da sua carreira: “Ele era um cara mais experiente, tranquilo, e serviu como pacificador das duas equipes. Após minha luta com ele, os dois times estavam voltando no mesmo avião e o Zé Mario nos levou até a cabine, depois me botou na primeira classe. Isso quebrou o clima entre as equipes… Fiquei muito emocionado com a atitude do cara, depois de perder a luta, ainda fazer um negócio desses. A Chute Boxe e a BTT eram indiscutivelmente as duas maiores equipes do mundo e foi um grande duelo”, disse Ninja, que completou.

“Tenho muito respeito pelo Zé Mario Sperry, é um cara muito gente boa, me dou muito bem com ele. Nada melhor do que fazer uma grande luta contra um grande cara e atleta. Além do que, as duas equipes viveram suas melhores fases naquela época, foi um momento que vai ficar marcado na história do MMA”, concluiu.