Irmão do na época treinador de Boxe de Acelino “Popó” Freitas, Roberto Ferreira teve um “insight” pra lá de curioso durante uma estadia em Belém do Pará há cerca de 15 anos. Observando uma passeata gay, o visionário organizador pensou em uma ideia. “Não é possível que no meio dessa multidão não haja fãs de Vale-Tudo”, indagou o organizador, entre plumas e paetês de travestis.

Com o plano lucrativo na cabeça, Roberto idealizou o primeiro circuito gay de Vale-Tudo, realizado em novembro de 2006, na própria Belém. No card, figuraram nomes como Bodó, Monique Thailand e Pituquete, rainhas cascas-grossas, respeitadas pela comunidade LGBT. Só que a organização não contava com um imprevisto. No torneio, visando a premiação em dinheiro, um lutador heterossexual se passou por gay. Descoberto, o sujeito acabou aprendendo a não trapacear da pior maneira possível.

Depois de vencer Pituquete, o hétero disfarçado foi punido pela cabeleireira Bodó, conhecida na intimidade como Fedor Emelianenko dos homossexuais. Depois de sofrer nas “mãos delicadas” de Bodó, o falsário ainda foi finalizado no mata-leão. Ou seria mata-leoa? O inusitado torneio contou com ringue rosa e uma Drag Queen como announcer, e foi retratado nas páginas do Almanaque Combate/TATAME.