A Seleção Brasileira de Judô encerrou a participação no World Masters de Doha, no Catar, na madrugada da última quarta-feira (13), e não conquistou nenhuma medalha no importante torneio. Os judocas que chegaram mais perto da medalha foram os pesos pesados David Moura e Beatriz Souza. Ambos caíram na fase de repescagem e não conseguiram avançar até a disputa de bronze, terminando em 7º lugar.

“Reconhecemos que os resultados e o desempenho nessa competição foram aquém do que esses atletas podem entregar. É um momento de reflexão para todos nós, de identificar as dificuldades e atacá-las. Teremos uma sequência de competições muito duras esse ano e 190 dias de muito trabalho até Tóquio (Olimpíadas). Já vivemos situações piores. Não será fácil, mas tenho confiança de que conseguiremos mudar esse jogo”, avaliou Ney Wilson Pereira, gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

David estreou com vitória sobre o campeão do Grand Slam de Paris 2019, Sungmin Kim, da Coreia do Sul, e manteve o desempenho na segunda rodada, superando o holandês Jur Spijkers com uma chave de braço. Nas quartas-de-final, ele sofreu um waza-ari no duelo com o ucraniano Iakiv Khammo e não conseguiu virar o placar, caindo para a repescagem. Em sua última luta em Doha, o brasileiro encarou o russo Temerlan Bashaev, que finalizou o combate com ippon e foi para a disputa pelo bronze.

Já Beatriz precisou de uma vitória sobre a sérvia Milica Zabic, por ippon, para chegar às quartas-de-final de sua categoria. Bia conseguiu forçar duas punições à turca Kayra Sayit e parecia ter o controle da luta quando foi surpreendida por um golpe que garantiu o ippon à adversária. Na repescagem, a brasileira foi projetada por Nihel Cheikh Rouhou, da Tunísia, e deixou escapar a chance de buscar o bronze.

Ao retornar ao Brasil, a Seleção se reapresentará em Pindamonhangaba (SP), para um período de 10 dias de treinos. O próximo compromisso é o Grand Slam de Tel Aviv, em Israel, entre os dias 18 e 20 de fevereiro.