* A categoria dos médios do UFC é sempre bem representada por brasileiros. E André Sergipano é mais um atleta do país a almejar o cinturão da divisão, que já pertenceu a Murilo Bustamante e Anderson Silva. O lutador, de 30 anos, chegou ao Ultimate e colecionou duas vitórias seguidas após duas passagens pelo Contender Series. Em janeiro passado, ele iria fazer sua terceira luta pela companhia, mas acabou precisando deixar o duelo contra Andrew Sanchez. À TATAME, o craque da TFT analisou este começo na organização.

“Acho que essa trajetória vem graças ao meu treinamento e à minha trajetória no MMA. Fiz boas lutas aqui no cenário nacional, fui durante anos o primeiro do ranking aqui no Brasil. Depois disputei duas vezes o Contender Series. Eu entrei maduro no UFC, estreei no card principal e já estava pronto para aquele ambiente. Não cheguei no Ultimate porque alguém me colocou lá, cheguei por méritos”, destacou Sergipano.

André tem como uma das armas o Jiu-Jitsu dentro do MMA. Em 20 vitórias como profissional na modalidade, foram 13 finalizações – assim como na última apresentação pelo UFC, em setembro de 2020, quando encaixou uma chave de braço em Bartosz Fabiński. O peso-médio comentou sobre as suas características.

“Eu venho da escola do Jiu-Jitsu e tento representar isso da melhor forma possível. Para fazer na prática, tenho que mostrar boas apresentações e finalizações. O fã sempre pode esperar que eu vou buscar finalização. Se eu tiver que nocautear, vou nocautear, mas a finalização é o carro-chefe”, analisou ele.

Sergipano é um lutador que se encaixa no perfil “samurai” de respeito aos adversários. No entanto, grandes nomes da divisão dos médios adotam o formato de trash talking para promover os seus combates. O brasileiro disse que toparia fazer e ainda brincou: “Sobre o trash talking, se o lutador gosta de fazer, acho que é importante por vender luta. Não sou do tipo que faz isso, mas se precisar, vou fazer. É importante que chama mais atenção para a luta, você fica com mais vontade de bater no cara também (risos)”, concluiu.

* Por Yago Rédua