* Com grande experiência no MMA, onde acumula um cartel profissional de 20 vitórias e dez derrotas, Cleber Sousa vem tendo um início de ano “agitado”. Atualmente com 36 anos, o lutador chegou a ter uma disputa de cinturão peso-médio contra Irwing “King Kong” – atual detentor do título – anunciada pelo SFT e vinha treinando com sua equipe visando o combate em questão. No entanto, nos últimos dias, o paulista acabou sendo contratado pelo evento russo ACA MMA (Absolut Championship Akhmat), e vai fazer sua estreia já na próxima sexta-feira (26), na edição 118 da franquia, em confronto contra o russo Abdul-Rahman Dzhanaev.

Ciente da boa oportunidade, tendo em vista que o ACA é considerado o principal evento de MMA russo, Clebinho aceitou o combate, mesmo com apenas 18 dias de antecedência, e chegou à Rússia nesta semana para mais um importante desafio. Vindo de seis vitórias em suas últimas oito lutas, o casca-grossa garantiu estar pronto para fazer uma boa apresentação em seu debute na organização.

“Peguei o duelo faltando poucos dias, justamente para segurar esse contrato, mas estou bem, preparado e as expectativas são as melhores para voltar ao Brasil carregando a vitória na mala (risos), podem ter certeza. Vou fazer valer a minha mão pesada. Primeira vez que eu colocar a mão, é para ele sentir, andar para trás e não vir pra cima. A intenção é acabar com a luta no segundo round, por nocaute”, contou o lutador à TATAME.

Ao longo da conversa, Clebinho Sousa revelou mais detalhes sobre como surgiu a oportunidade de ir para o ACA MMA, fez uma breve análise do seu oponente, o russo Abdul-Rahman Dzhanaev, e disse que pretende, futuramente, retornar ao SFT, organização em que já foi campeão peso-médio e meio-médio.

Veja a entrevista completa com Clebinho Sousa:

– Contrato assinado com ACA em meio à luta marcada com Irwing no SFT

A previsão era que a gente lutasse em março. O Magno (Wilson, matchmaker do SFT) já estava começando a acertar os detalhes, eu aceitei a luta, só que desde dezembro, o ACA já estava em contato com meus empresários, querendo me contratar. Acabou que o contrato veio apenas agora, em fevereiro, em cima da hora. Peguei o duelo faltando poucos dias, justamente para segurar esse contrato, mas estou bem, preparado e as expectativas são as melhores para voltar ao Brasil carregando essa vitória na mala (risos).

– Motivação extra com ida para o principal evento de MMA russo

Tenho várias lutas internacionais, só que o ACA, atualmente, é um dos maiores eventos do mundo. Então, fiquei muito feliz em ter a chance de fazer parte do plantel, fiquei animado pelo convite e pelo contrato. Agora é guerra. Estamos dentro de um evento gigantesco e agora é fazer jus à confiança que está sendo depositada em mim. Estou pronto para fazer uma grande luta na sexta-feira e mostrar o meu trabalho.

– Análise do adversário Abdul-Rahman Dzhanaev e busca pelo nocaute

Meu adversário é um cara duro, que tem gás, explosivo no primeiro round, mas cai de rendimento a partir dos outros assaltos e, por isso, já procura a luta agarrada. A gente estudou ele da melhor forma. Apesar de pegar a luta com apenas 18 dias de antecedência, vimos algumas coisas do jogo dele e eu já vinha esperando essa oportunidade no ACA. Vou fazer valer a minha mão pesada. Primeira vez que eu colocar a mão, é para ele sentir, andar para trás e não vir pra cima. A intenção é acabar com a luta no segundo round, por nocaute.

– Planos de retornar ao SFT futuramente para reconquistar cinturão 

Com toda certeza, a intenção é reconquistar o que é meu lá no SFT. Nesse momento, as coisas vão ficar um pouco difíceis, porque eu e o Irwing (King Kong) fomos contratados pelo ACA, mas se eu puder lutar com ele futuramente, vai ser muito bom. Pode ser até no meio da rua (risos). Ele fala demais, temos que nos resolver. Seria uma honra enfrentá-lo no SFT para eu reconquistar esse título que sinto que ainda me pertence.

* Por Mateus Machado