* De volta ao caminho das vitórias, Alexandre Pantoja foi um dos destaques do UFC Vegas 18, realizado no último dia 6 de fevereiro, em Las Vegas (EUA). Com uma atuação segura, o peso-mosca derrotou Manel Kape – ex-campeão do evento RIZIN Fighting Federation – por unanimidade e agora se encontra em quinto no ranking da categoria, que tem o também brasileiro Deiveson Figueiredo como campeão.

Em entrevista à TATAME, Pantoja, atualmente com 30 anos, celebrou o resultado positivo apesar do triunfo na decisão dos jurados, destacando sua constante evolução independente do nocaute ou da finalização.

“Foi uma luta muito boa, estratégica, inteligente e mostrou um Alexandre muito mais maduro, pronto para pensar em título. Não terminou com um nocaute ou uma finalização, mas contou com muito trabalho estratégico e mental, então gostei bastante da minha atuação. Foi uma vitória saborosa pra mim. Eu sabia que havia vencido os dois primeiros rounds, o terceiro foi mais parelho, e o que fez a diferença foi estar sempre um passo à frente do meu adversário, soltar mais golpes e buscar o resultado”, opinou o lutador.

Pantoja, como de costume, realizou seu camp na American Top Team, na Flórida (EUA), uma das principais equipes de MMA do mundo, e fez questão de dar os créditos ao conjunto: “A ATT tem uma estrutura muito forte, é uma das pioneiras do esporte e vem se reinventando a cada ano. Apesar de ter os melhores treinadores do mundo, a equipe de lutadores também é excelente. Cada sparring na academia é sempre um desafio. Ter parceiros de treino desse nível faz uma enorme diferença”, admitiu Alexandre, que após entrar em ação apenas uma vez em 2020, espera mais lutas neste ano, em especial uma revanche com Deiveson.

“Sem sombra de dúvidas, eu estou pronto para enfrentar o Deiveson, sou o maior desafio para ele na divisão, mas vamos ver. Ele ainda deve ter uma luta com o Brandon (Moreno), mas também não sei 100% se essa luta vai acontecer. Acho que ele venceu a primeira, mas se forem ter a revanche, só espero que não demore”.

No primeiro encontro entre Alexandre Pantoja e Deiveson Figueiredo, em 2019, o “Deus da Guerra” venceu por unanimidade depois de três rounds. Mais confiante para o reencontro, o atleta natural de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, espera apenas uma definição sobre outra revanche: Deiveson x Moreno. Os dois se enfrentaram em dezembro, em duelo que terminou empatado na visão dos jurados, mas não para Alexandre.

“Eu não vejo Moreno vencendo o Deiveson em lugar nenhum. Se ele fez aquela luta parelha da última vez foi porque o Deiveson fez um corte de peso muito em cima do outro (duas lutas em 21 dias), acho até que uma decisão precipitada da equipe dele. Não vejo o Moreno vencendo e aguardo apenas essa definição para ter a minha chance pelo cinturão”, encerrou o peso-mosca, dono de 23 vitórias e cinco derrotas no cartel.

* Por Diogo Santarém