* Após um longo período de experiência na faixa azul, Rayron Gracie foi campeão pan-americano da IBJJF em outubro de 2020 e, de quebra, promovido faixa-roxa pelas mãos de Gregor Gracie. Em bate-papo com a TATAME, o lutador destacou a importância de evoluir e trabalhar com calma nas faixas coloridas.

“As pessoas hoje em dia têm uma pressa muito grande para chegar na faixa-preta. Eu vejo que no Jiu-Jitsu, são poucas as pessoas que fizeram isso (rápido caminho nas faixas coloridas) e chegaram forte na preta, como o Vitor Shaolin. Eu conto nos dedos. Eu acho que as faixas coloridas são tão importantes para a evolução, que você chega na preta, claro com grande espaço para evolução, mas você chega com espaço mais preenchido. As pessoas não dão valor para as faixas coloridas. Eu não tenho pressa para pegar a preta, vou aproveitar cada campeonato que eu lutar como colorida”, afirmou Rayron, atualmente com 19 anos.

Já como faixa-roxa, o membro da família Gracie vem participando de alguns torneios da IBJJF nos Estados Unidos e colecionando medalhas douradas, como no Houston Open, quando faturou o ouro duplo. O lutador celebrou esse retorno aos eventos após paralisação por conta da Covid-19 e comentou sobre o início na roxa.

“Tem sido muito bom. Claro que eu não tenho pressa para evoluir de faixa, mas quando eu recebi a roxa eu fiquei muito feliz, estava ansioso para competir. Tenho competido e, graças a Deus, ganhei alguns. É muito bom depois de quase um ano, voltar à vida, e os campeonatos estão voltando a acontecer”, avaliou.

Por fim, Rayron respondeu sobre um eventual duelo contra Mica Galvão – que atualmente é faixa-marrom: “O Mica é um atleta excepcional, com certeza o Jiu-Jitsu dele é muito bom. Eu ficaria muito feliz de lutar com ele, outro exemplo que eu nunca vi falando mal dos outros. Sempre vejo tratando os outros atletas com respeito, admiro muito isso. Por essa personalidade de respeito e honra, gostaria de enfrentar ele”, concluiu o jovem.

Assista à entrevista na íntegra abaixo:

* Por Yago Rédua