* De equipe nova, o meio-médio Warlley Alves demorou mais de um ano para retornar ao octógono, mas quando voltou, no último dia 20 de janeiro, conquistou um grande triunfo por nocaute técnico sobre Mounir Lazzez no UFC Fight Island 8. Em entrevista à TATAME, Warlley, agora representante da Usina de Campeões – onde trabalha com Pedro Rizzo – celebrou o resultado positivo, que o recolocou no caminho das vitórias.

“Estou muito feliz pela vitória, treinei muito para ela. Nova equipe, preparador físico, treinadores, fizemos a estratégia certa e graças a Deus o triunfo veio. E que venham mais umas dez vitórias seguidas até eu ser campeão”, brincou o brasileiro, que analisou o momento do nocaute técnico, através de chutes brutais.

“Realmente foi uma estratégia (usar os chutes na linha de cintura). Treinamos muito para aqueles chutes entrarem. Comecei dando um, dois, pegando muito forte, muito rápido, isso eu perdendo peso, no camp, e o Pedro Rizzo gostou do que viu. Continuamos assim, alinhei com o meu professor de Kickboxing e na luta, quando eu acertei os dois primeiros chutes, vi que ele sentiu e pensei: ‘vou continuar chutando aqui até amanhã’. Mas no terceiro chute ele pegou em cheio, ele não aguentou e caiu”, completou o casca-grossa.

Ex-campeão do TUF Brasil e desde 2014 no UFC, onde acumula oito triunfos e quatro derrotas, Warlley agora quer manter o bom momento em 2021 e se consolidar no Topo 15 do ranking meio-médio. Para isso, aposta no bom trabalho que vem realizando com seu novo treinador, uma referência mundial na trocação.

“O Pedro Rizzo é um dos melhores strikers do mundo, multicampeão, então pra mim é muito bom estar na academia com ele. Ele trata todo mundo igual, na base da porrada (risos). Estou me sentindo muito acolhido. Lá é porrada todo dia, treino duro e isso tem me deixando bem quebrado, mas tbastante preparado”.

Por fim, Warlley Alves falou sobre o desafio que fez para o americano Nate Diaz em entrevista ainda no octógono do UFC Fight Island 8. Na ocasião, o brasileiro citou que, por causa da apologia à maconha, Nate é um exemplo ruim para as crianças e a sociedade, e por isso queria “dar uma lição” nele. Apesar de acreditar que o combate não se tornará realidade por parte do UFC, Alves disse que a repercussão foi boa para ele.

“Imagino que não casem essa luta agora, acho que ele vai descer, lutar de 70kg, mas tudo pode acontecer. Eu contava com o apelo popular para ganhar essa luta, e realmente deu apelo, muito ‘hater’, mas eu ignoro isso. Na verdade eu estou lá para expor o que eu acredito. E uma droga que é legalizada no país dele (maconha), mas proibida em 95% dos países do mundo, é importante você ter cautela na hora de passar isso. Principalmente com as crianças, vejo isso na Usina de Campeões, e como a maconha pode ser porta de entrada para outras drogas. Estou aí, se ele quiser brigar, to pronto”, encerrou o atleta da Usina de Campeões.

* Por Diogo Santarém