* Fazendo parte do plantel do UFC desde 2018, com três vitórias, dois empates e apenas uma derrota em seu retrospecto na organização, Marina Rodriguez mostrou todo seu poderio na luta contra Amanda Ribas, realizada em janeiro, onde saiu vencedora por nocaute técnico no segundo round. O expressivo resultado diante de uma das principais promessas da categoria peso palha a levou ao sexto lugar no ranking da divisão, o que torna Marina a brasileira melhor colocada na lista de melhores lutadoras até 52kg no Ultimate.

Com 33 anos e um cartel de 13 triunfos e apenas revés em sua carreira no MMA profissional, a atleta de Bagé (RS) quer mais. Após conquistar sua primeira vitória por nocaute no UFC, a casca-grossa sabe que um novo triunfo por via rápida, dependendo da adversária que estiver do outro lado do octógono, pode colocá-la bem próxima da tão sonhada chance de disputar um cinturão na maior organização de MMA do mundo.

“Tenho certeza que, se eu vencer mais uma e com nocaute, estarei na porta do cinturão, é assim que é para todos atletas. Claro que dependendo do resultado da próxima luta, prevejo uma grande oportunidade até o final do ano, então, vencendo minha próxima luta, ficarei na espera e treinando para lutar por cinco rounds (número das disputas de cinturão), independente da adversária”, projetou em entrevista exclusiva à TATAME.

Ao longo do bate-papo, a lutadora gaúcha contou mais detalhes de sua importante vitória contra Amanda Ribas, detalhou os planos visando uma próxima luta e deixou claro que pretende retornar ao octógono do Ultimate até junho, provavelmente diante de uma atleta que esteja no Top 5 da divisão peso palha feminina.

Veja a entrevista completa com Marina Rodriguez:

– Importância da boa vitória por nocaute contra Amanda

Na verdade, o que vai fazer o atleta deslanchar na organização é uma sequência de boas vitórias, nada além disso. Tenho certeza que, se eu vencer mais uma e com nocaute, estarei na porta do cinturão, é assim que é para todos atletas. Já uma derrota pode te levar um ou dois passos para trás, dependendo de como foi seu desempenho, e uma vitória convincente te levará com passos bem maiores para frente.

– Estratégia adotada até o nocaute no segundo round

A estratégia, vale ressaltar, foi feita pelo meu treinador, Marcio Malko, e realizada perfeitamente no segundo round da luta. No primeiro round, não contávamos com a tentativa de queda que eu apliquei nela assim que ela me grampeou. Sim, eu que tentei derrubá-la no primeiro round, mas por um detalhe, não consegui encaixar e caímos emboladas. Mas ainda estávamos dentro da estratégia de anular o jogo de chão dela e fazê-la voltar no segundo round confiante em trocar comigo. Foi o que aconteceu abrindo caminho pra mim.

– Desabafo na entrevista pós-luta contra Amanda Ribas

Na verdade, foi apenas pra dizer que essa é a Marina Rodriguez, atleta diferenciada, agressiva de verdade e com um grande poder de nocaute. Pois, enfim, consegui mostrar a todos, luta após luta, evoluindo e ficando mais experiente em todos os aspectos para chegar nesse momento, de enxergar e fazer o nocaute sair.

– Planos de olho no seu próximo desafio no Ultimate

Já deixei claro após a luta que eu quero enfrentar qualquer Top 5 da categoria. É só ir eliminando quem está com luta marcada, quem não quer lutar sem público… A revanche com a (Carla) Esparza seria interessante somente pelo cinturão. Sobram poucos nomes (no Top 5 da divisão), mas aceito também lutar com outros grandes nomes da organização que estão atrás de mim. Mais uma vitória me deixa mais perto do título.

– Programação visando lutas para o restante do ano

Queremos lutar no final de maio ou junho. Estamos aguardando um nome e a data certa para isso. Claro que dependendo do resultado da próxima luta, prevejo uma grande oportunidade até o final do ano, então, vencendo minha próxima luta, ficarei na espera e treinando para lutar por cinco rounds (disputa de cinturão).

* Por Mateus Machado