Se disputar o cinturão costuma ser um claro sinal de prestígio ao atleta, pode-se dizer que esse não foi o caso de Megan Anderson. Finalizada ainda no primeiro round em luta pelo título peso-pena contra Amanda Nunes, no último sábado (6), pelo co-main event do UFC 259, a australiana não faz mais parte do plantel de lutadoras do Ultimate. A revelação foi feita pela própria Megan, na última terça-feira (9), e também confirmada pelo site MMA Fighting. Agora, a lutadora de 31 anos busca uma nova organização para seguir.

Ainda em seu pronunciamento, realizado através de uma transmissão na plataforma “Twitch”, Anderson disse que o Ultimate pretende dar fim à categoria peso pena feminina, que atualmente possui apenas a campeã Amanda Nunes no ranking de atletas. A possibilidade, no entanto, foi prontamente negada pelo presidente Dana White, e em entrevista após o UFC 259, ele afirmou que a divisão seguirá existindo enquanto a brasileira estiver disposta a defender seu título. Vale ressaltar que, pelo menos até o momento, apenas uma luta de mulheres está marcada no peso pena, entre Felicia Spencer e Danyelle Wolf, para o dia 22 de maio.

Megan Anderson luta MMA profissionalmente desde 2013 e, antes de chegar ao UFC, foi campeã peso-pena do Invicta FC – organização que promove exclusivamente combates femininos. Com um cartel de 11 vitórias e cinco derrotas contabilizadas na modalidade, a australiana foi contratada pelo Ultimate em 2018 e, em seu período na franquia, conquistou três resultados positivos e três reveses, o último deles para Amanda Nunes.