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Campeão em GP do BJJBET, Caio Vinicius ‘BB’ fala sobre duelo contra Mica Galvão e exalta professor Felipe Preguiça: ‘Ele é nosso espelho’

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Caio Vinicius falou sobre a importância de Felipe Preguiça em sua carreira (Foto reprodução Instagram)
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* Em ação no “GP Selection BJJBET”, realizado no final de fevereiro, em São Paulo, Caio Vinicius brilhou em meio à disputa de um torneio que contou com diversos faixas coloridas de destaque no cenário do Jiu-Jitsu. Campeão no masculino, o faixa-marrom finalizou três das suas quatro lutas, enfileirando Pedro Filho, Leonardo Pereira e Vitor Peres, até a final com Rui Alves Neto, onde saiu vencedor por pontos e garantiu o patrocínio no valor total de R$ 24 mil, além da chance de encarar o também faixa-marrom Mica Galvão, promessa do esporte, no próximo evento do BJJBET, com data a ser definida.

Pupilo do casca-grossa e multicampeão Felipe Preguiça, Caio “BB”, como é conhecido entre seus companheiros de equipe, é natural de Campo Verde, município situado Mato Grosso, mas ainda muito jovem precisou sair de casa, a partir do momento em que percebeu que poderia viver do Jiu-Jitsu. Com uma carreira promissora e cada vez mais próximo da sonhada faixa preta, o atleta conversou com a TATAME e falou da importância de Preguiça em sua trajetória na arte suave e a rotina com o mineiro.

“Faz três anos que faço parte da equipe FPTeam e do projeto Golden Team, e nesse tempo tive uma evolução constante, a cada dia venho refinando mais meu Jiu-Jitsu. O Felipe (Preguiça) é nosso espelho e um grande professor, um cara que sempre puxa a gente pra frente e nos dá a direção a seguir. Treinar e dividir o tatame com ele é, sem dúvidas, muito gratificante, um aprendizado completo”, destacou o faixa-marrom.

Veja a entrevista completa com Caio Vinicius:

– Início da sua trajetória no Jiu-Jitsu

Eu comecei treinar Jiu-Jitsu com 14 anos de idade, na minha cidade natal Campo Verde, em Mato Grosso. Na época, quem me chamou para iniciar no esporte foi um amigo meu que morava na mesma rua. Antes de começar, praticava outros esportes, mas nunca parava em um só e acabava fazendo todos, mas no Jiu-Jitsu foi diferente, porque era um esporte de luta e isso me atraiu muito. No começo, eu fazia por diversão, duas vezes na semana, em um projeto que a prefeitura cedia para a galera da cidade.

Treinei apenas seis meses na minha cidade, com o meu primeiro professor, Marcos José ‘Marcão’, e minha vida começou a mudar após um seminário que tive com o mestre Marcos ‘Broa’, o cara que posso falar que me ensinou o que era Jiu-Jitsu lá no começo, quando eu ainda estava engatinhando no esporte, e também que me graduou até a faixa roxa. Foi então, depois desse seminário que, minha mente abriu para poder viver do Jiu-Jitsu, pois ele disse para todos os alunos no seminário que tinha um projeto social chamado Jovem Lutador, onde levava pessoas para viver do Jiu-Jitsu e serem atletas profissionais, ajudando com alimentação, treino e moradia. O único requisito era estudar até terminar os estudos, pois eu tinha 14 anos na época, então logo após falei com meus pais e pulei de cabeça nessa missão. A partir daí, as coisas foram fluindo e eu fui cada vez mais me profissionalizando.

– Momentos difíceis e especiais ao longo da carreira

Um momento bem difícil foi no começo, pois sair de casa bem cedo pra morar em outra cidade, sem conhecer ninguém, não é pra qualquer um, ainda mais sair do conforto de casa. Mas tudo que é novo me atrai e conhecer pessoas através do Jiu-Jitsu, fazer amizades e conhecer novos lugares foi muito bom. Quanto aos momentos especiais, me lembro quando ganhei minha primeira grana em um absoluto adulto faixa branca sendo ainda juvenil. Foi a melhor sensação, porque falei pra mim mesmo: é isso que eu quero fazer, ganhar dinheiro lutando (risos)

– Desempenho no GP Selection do BJJBET

Meu desempenho foi bastante agradável para mim, pois é muito gratificante você ser recompensado por aquilo que trabalha e se dedica todos os dias. Eu treino muito diariamente e quando surgiu a vaga para lutar esse evento, não pensei duas vezes em deixar meu melhor dentro daquele tatame. Sair com a vitória na final e ter conseguido aplicar três finalizações foi especial demais.

– Patrocínio do BJJBET por ter vencido o GP

Esse patrocínio que o BJJBET trouxe é uma grande oportunidade para estar lutando todos eventos renomados durante um ano e estar entre os melhores atletas do mundo. Acredito que seja o que a maioria dos atletas competidores desejam para estar se destacando no cenário mundial. Fico muito feliz e honrado por ter a oportunidade de receber esse auxílio deles.

 – Expectativa para duelo contra Mica Galvão

Tenho certeza que será uma luta boa, um duelo envolvendo dois atletas da nova geração. Acho o estilo de luta dele bem pra frente, sem amarração, então vejo como uma luta boa para se duelar, pois meu jogo é pra frente também, e minha expectativa é colocar meu jogo de maneira bem ofensiva e sair com a finalização.

– Treinos na equipe de Felipe Preguiça e rotina 

Faz três anos que faço parte da equipe FPTeam e do projeto Golden Team, e nesse tempo tive uma evolução constante, a cada dia venho refinando mais meu Jiu-Jitsu. O Felipe é nosso espelho e um grande professor, um cara que sempre puxa a gente pra frente e nos dá a direção a seguir. Treinar e dividir o tatame com ele é, sem dúvidas, muito gratificante, um aprendizado completo. Ele sempre monta o plano de treinamento dos competidores para deixar o treino mais real a uma competição, nos colocando em situações reais que podem acontecer em uma luta. Acredito muito no trabalho da minha equipe e vamos colher muitos frutos.

* Por Mateus Machado

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