Faixa-preta de Jiu-Jitsu, competidor e árbitro, Max Freitas tem longa experiência dentro da modalidade e vem acompanhando de perto a expansão da arte suave pelos Estados Unidos. Após um início difícil no país longe da família, com a nova vida na América, o casca-grossa foi fincando raízes em solo americano.

À TATAME, Max contou sobre a visão que tem do crescimento da modalidade nos Estados Unidos: “É muito bacana ver o reconhecimento do esporte pela América e até mesmo na Europa, onde temos muitos adeptos. Nosso esporte atravessando fronteiras, unindo pessoas, como em uma academia ou até mesmo dentro do departamento de polícia americana, exército ou nas escolas dos Emirados Árabes Unidos, que as crianças treinam Jiu-Jitsu. No entanto, digo sempre: o Brasil será sempre a raiz e o início de tudo”, opinou o atleta.

Como competidor, Max coleciona títulos importantes em Opens da IBJJF (International Brazilian Jiu-Jitsu Federation) como em Nova York, Miami, Atlanta e Orlando, por exemplo. No fim de 2020, o atleta ficou em terceiro lugar no Mundial Master. O faixa-preta fez um balanço da valorização da classe atualmente.

“Sim (a classe é valorizada), mas poderia ter mais premiações em dinheiro, incentivando os atletas a lutarem em mais competições. Precisamos demais, como atletas, desse reconhecimento internacional e não tem premiação à altura. Precisamos evoluir, mas um dia chegaremos lá”, destacou o experiente lutador.

Estudioso, Max iniciou cedo a trajetória na arbitragem. Começou pela CBJJE, depois participou de campeonatos da CBJJO e faz regularmente cursos e atualizações da IBJJF. Atualmente, arbitra nos eventos da America Grappling Federation (AGC) e também da Newbreed Federation – ambos nos Estados Unidos.

Max foi bronze no último Mundial Master (Foto arquivo pessoal)

Começo de tudo

Os primeiros passos de Max na arte suave aconteceram lá em 1999, mas o seu foco dentro dos tatames era, naquele momento, no Judô. Após uma visita ao Mestre Cláudio Joanino, que viu um potencial para Freitas dentro do Jiu-Jitsu, o jovem lutador decidiu começar a se empenhar na nova modalidade. A decisão de migrar de vez de uma arte marcial para outra aconteceu quando ele visitou a academia do Roger Gracie.

“Quando tinha uns 18 anos, era faixa-roxa, fui morar na casa de uma tia na Inglaterra. Na correria e estudando bastante, resolvi ir conhecer a academia da lenda Roger Gracie. Depois daquele dia, não larguei mais o Jiu-Jitsu. Ali, eu vi que Jiu-Jitsu era o esporte da minha vida”, concluiu o experiente faixa-preta.