* Mais experiente, atualmente com 28 anos, Matheus Nicolau está pronto para retornar ao Ultimate. Após sua primeira passagem, entre 2015 e 2018, o brasileiro volta à organização no próximo sábado (13), na edição do UFC Vegas 21, em Las Vegas (EUA), onde terá pela frente o angolano Manel Kape – ex-campeão peso-galo do evento japonês Rizin FF – no card principal do evento. O confronto, vale ressaltar, será válido pela categoria peso mosca, a mesma em que Matheus atuou nos três anos que passou pela companhia.

Com um cartel de 15 vitórias e apenas duas derrotas, além de um “No Contest” (luta sem resultado), Nicolau realizou dois combates enquanto esteve fora do UFC, nos eventos Future MMA e BRAVE Combat Federation (uma luta em cada organização), até receber nova proposta para integrar o plantel do Ultimate. Inicialmente, o mineiro enfrentaria Tagir Ulanbekov, mas o russo precisou ser retirado do card e foi substituído por Manel Kape, que estreou no Ultimate em fevereiro, sendo superado pelo brasileiro Alexandre Pantoja.

Disposto a vencê-lo, assim como seu compatriota, o atleta da Nova União espera deixar, de vez, seu nome marcado no UFC. Em conversa com a TATAME antes do evento, Matheus falou sobre a troca de oponente de última hora, reta final da preparação e o retorno à maior organização de MMA do mundo após dois anos.

“Essa troca de adversário influencia um pouco na questão estratégica. Eu estava estudando um cara e vou enfrentar outro. Então, de volta ao ‘tape’ e estudar o Manel Kape, ver suas qualidades e falhas, estar preparado para tudo que ele possa fazer dentro do octógono. De resto, a mentalidade é a mesma de sempre. Seguro, forte e agressivo. Vivi experiências novas, conheci gente nova, que abriu meus olhos para outras coisas. É algo que todo ser humano passa à medida que vai vivendo, encarando batalhas e as superando. Me sinto pronto para mais essa fase da minha carreira, agora de volta ao UFC. As expectativas são ótimas”, projetou o casca-grossa, que em sua primeira passagem na companhia, somou três vitórias e uma derrota.

 

Veja a entrevista completa com Matheus Nicolau:

– Saída do UFC, passagem pelo BRAVE CF e retorno ao Ultimate

Para ser sincero, não é algo que fico pensando sobre. Aconteceu que estavam com a ideia de acabar com a categoria na época e desligando os pesos moscas da organização. O que acabou não acontecendo depois, acredito eu, muito por causa das vitórias do Henry Cejudo sobre TJ Dillashaw e depois pelo cinturão peso galo. Eu segui meu caminho e estava feliz nele. Estava muito bem no BRAVE Combat Federation, bem cotado na organização, com lutas promissoras pela frente a fazer. Mas a pandemia fez minhas lutas serem canceladas e nesse meio tempo apareceu novamente a oportunidade de voltar ao UFC. Aproveitei.

– Amadurecimento entre a primeira e a segunda passagem no UFC

É o amadurecimento natural da vida, não só como atleta, mas como ser humano mesmo. Estou mais velho, com 28 anos. Vivi experiências novas, conheci gente nova, que abriu meus olhos para outras coisas. É algo que todo ser humano passa à medida que vai vivendo, encarando batalhas e as superando. Me sinto pronto para mais essa fase da minha carreira, agora de volta ao UFC. As expectativas são ótimas, estou pronto.

– Sequência em qual categoria e análise da divisão peso mosca

Apesar de me ver lutando muito bem nas duas categorias (mosca e galo), me ofereceram uma luta no peso mosca. Portanto, meu foco agora é vencer essa luta e escalar a montanha até o cinturão dos moscas. Depois da ideia de acabar com a categoria, eu vejo que o peso mosca está na sua melhor fase dentro do Ultimate. O UFC tem contratado novos nomes para a divisão e estou vendo muitas lutas boas acontecendo. Quando eu estava no UFC, tinha um nome dominante, que era o Demetrious Johnson. Hoje, esse cara é o Deiveson Figueiredo, que tem passado por cima de todo mundo até agora, mostrando uma agressividade enorme e sendo muito completo, o que chama atenção dos fãs e do próprio UFC para investir na categoria.

– Troca de adversário e reta final de preparação para o combate

Essa troca de adversário influencia um pouco na questão estratégica. Eu estava estudando um cara e vou enfrentar outro. Então, de volta ao ‘tape’ e estudar o Manel Kape, ver suas qualidades e falhas, estar preparado para tudo que ele possa fazer dentro do octógono. De resto, a mentalidade é a mesma de sempre. Seguro, forte e agressivo. O que importa, independentemente de quem estiver do outro lado, é terminar a luta sorrindo e com o braço levantado. A reta final está intensa, bem focado na luta, afiando minhas armas.

– Namorada Luana Pinheiro estreando no UFC poucos dias depois

A gente já viveu essa situação dentro do próprio BRAVE CF, com as nossas lutas acontecendo com uma diferença de sete dias. Lidamos bem com isso. É até interessante, pois ambos estão na mesma sintonia, focados em lutar, dieta, estudando os adversários. Então, é um ajudando e puxando o outro o tempo inteiro.

CARD COMPLETO:

UFC Vegas 21
UFC Apex, em Las Vegas (EUA)
Sábado, 13 de março de 2021

Card principal (22h, horário de Brasília)
Peso-meio-médio: Leon Edwards x Belal Muhammad
Peso-meio-pesado: Misha Cirkunov x Ryan Spann
Peso-pena: Dan Ige x Gavin Tucker
Peso-palha: Angela Hill x Ashley Yoder
Peso-mosca: Manel Kape x Matheus Nicolau
Peso-médio: Eryk Anders x Darren Stewart

Card preliminar (19h, horário de Brasília)
Peso-mosca: Cortney Casey x JJ Aldrich
Peso-leve: Nasrat Haqparast x Rafa Garcia
Peso-galo: Rani Yahya x Ray Rodriguez
Peso-pena: Charles Jourdain x Marcelo Rojo
Peso-galo: Jonathan Martinez x Davey Grant
Peso-palha: Glorinha de Paula x Jinh Yu Frey
Peso-meio-médio: Matthew Semelsberger x Jason Witt

* Por Mateus Machado