* Campeão do GP dos Pesados do BJJ Stars, realizado em fevereiro, o faixa-preta Felipe Preguiça já mira novos desafios para a sequência da sua carreira, e um deles empolgou os fãs de Jiu-Jitsu. Com o impasse envolvendo a presença de André Galvão na próxima edição do ADCC, o casca-grossa da Gracie Barra BH se colocou à disposição para substitui-lo na superluta contra Gordon Ryan, que foi campeão peso e absoluto em 2019, ano em que o maior evento de luta agarrada do mundo promoveu seu último show.

Com duas vitórias contabilizadas diante do americano, Preguiça conversou com a TATAME e reiterou que está disposto e motivado a reencontrar o rival, que nos últimos anos vem se notabilizando pelos ótimos resultados em competições No-Gi. O brasileiro ainda aproveitou para explicar que um terceiro embate entre eles só não ocorreu ainda por conta da postura de Gordon, que segundo Felipe, conta “muitas mentiras” na internet.

“Se o Galvão não quiser fazer a superluta do próximo ADCC, eu ficaria feliz e honrado de participar. É uma luta que já quero fazer há muito tempo, mesmo tendo vencido ele (Gordon Ryan) duas vezes. É uma luta que todo mundo quer ver e o Gordon mente muito na internet… Ele fala que eu não assino o contrato para a luta, mas esse papo já está manjado. Todo mundo que tem um pouco de sensatez consegue enxergar isso. É uma luta que eu quero fazer muito e não teria lugar melhor do que no palco do ADCC. Se essa terceira luta não aconteceu até hoje, é só porque, realmente, ele não quis. Estou ansioso para receber esse convite. Vai ser uma das maiores lutas da história do ADCC”, garantiu o também campeão do ADCC e bicampeão mundial.

 

Questionado sobre a confusão envolvendo Gordon Ryan e André Galvão, que levou o líder da Atos a receber dois tapas na cara do americano, Preguiça destacou o “sangue frio” do brasileiro e admitiu que não teria a mesma reação caso estivesse naquela situação. O mineiro aproveitou para criticar a postura de Gordon.

“Essa questão do Galvão e do Gordon, essa rivalidade Brasil x Estados Unidos, não tem nada a ver. Não dá para generalizar nada. Tem muito americano gente boa, que pensa diferente de como penso, assim como tem muito brasileiro também, e nem acho que isso é bom para o esporte. A situação deles, não sei o que aconteceu antes, eu só vi o vídeo, mas acho que o Galvão teve os motivos dele para não reagir. Acho difícil julgar sem saber de tudo, mas com certeza aconteceu muita coisa para rolar aquilo. O Galvão teve muito sangue frio para não ter reagido. Se isso acontecesse comigo, eu não teria esse sangue frio de não reagir. Se já chegou naquele ponto, o negócio ia ficar mais sério ainda, a partir de quando o Gordon deu um tapa na cara. Eu não sou fã do Gordon. Ele é um ótimo lutador, tem seus méritos como atleta, mas não sou fã dele como pessoa e nem de suas atitudes. Também não achei nada legal essa atitude do tapa e acredito que é errado, sim. Ele dá um exemplo muito ruim para o esporte. Cada um tem que viver sua vida, mas a meu ver, ele toma atitudes muito erradas, apenas com intuito de chamar atenção na internet. E a pior coisa, ele mente na internet, não apenas sobre mim, mas sobre a maioria dos atletas. Uma das coisas mais legais do Jiu-Jitsu são os valores das artes marciais, como respeito ao próximo, e isso ele tem zero”, disparou o brasileiro.

Por fim, o casca-grossa da Gracie Barra projetou seus planos para o restante do ano de 2021. Reforçando a complexidade da situação envolvendo a pandemia da Covid-19 mundo afora, o faixa-preta revelou que, além da intenção de ter oficializada a superluta contra Gordon Ryan no ADCC, ele tem mais um duelo no BJJ Stars “engatilhado” e aguarda por um posicionamento da IBJJF visando a realização do Mundial este ano.

“A gente está vivendo esse momento de incertezas por conta da Covid-19, mas não tenho muita motivação para lutar em qualquer evento. O BJJ Stars é um evento que tenho motivação, porque a premiação é muito boa, é aqui no Brasil e é um evento que pretendo continuar lutando, assim como o BJJBET e outras lutas casadas com atletas que fazem sentido para mim. Lutar o ADCC, Mundial, são coisas que me motivam. A princípio, eu tenho uma superluta no BJJStars, que ainda não foi divulgada, mas é um duelo que a galera vem pedindo muito e está relacionado ao reality show que eles estão fazendo. Esse é o único plano, por enquanto. Estou esperando essa situação da Covid melhorar um pouco e uma posição da IBJJF em relação ao Mundial. Estou otimista para que o Mundial aconteça este ano, e caso tenha, vai ser o meu foco principal. Também espero um posicionamento do ADCC, se a superluta com o Gordon vai, de fato, acontecer”, encerrou Felipe.

* Por Mateus Machado