* Gabriel Checco está pronto para fazer mais uma luta pelo Submission Underground, um dos principais eventos de luta agarrada dos Estados Unidos. Em sua sétima luta na organização, o faixa-preta de Jiu-Jitsu vai enfrentar o americano Phillip Rowe no card do SUG 22, marcado para acontecer no próximo dia 25 de abril. Em conversa com a TATAME, o brasileiro contou como estão seus treinos visando o importante combate.

“Não faço preparação específica para um lutador, treino pesado praticamente todos os dias. Estou tentando pegar uma luta de MMA, então continuo meus treinos normalmente. Faço treino de manhã, outro à tarde e à noite a porrada come no grappling no treinamento com meus alunos. Além disso, faço sparring duas vezes na semana. Não estudo adversário, acredito que tenho que fazer o meu jogo, independentemente do que o meu oponente vai fazer. Tenho que estar preparado para qualquer um e para o que der e vier”, contou.

Para a luta diante de Phillip, Checco vai em busca de reabilitação no Submission Underground. Vindo de derrotas para Craig Jones, William Tackett e, mais recentemente, Kevin Casey, o paulista fez uma breve análise dos seus desempenhos nos três confrontos citados.

“Venho de três derrotas (Craig Jones, William Tackett e Kevin Casey). Na luta contra o Jones, comparando o nível dos adversários, foi onde lutei melhor. Fui o segundo atleta, depois do Vagner Rocha, a não ser finalizado no tempo normal em chave de pé pelo Craig. Consegui levar a luta para o overtime (tempo extra) e ali eu perdi. Quanto ao Tackett, é um molecão, bem novo, acabou de ser graduado à faixa-preta. O moleque está no topo, provavelmente vai ser um dos destaques do ADCC no ano que vem. Em relação ao Casey, no SUG não tem divisão de peso, você aceita a luta contra quem for. Não posso falar dele ser mais forte e pesado, já entrei na luta sabendo disso. Ele não deixou eu entrar por baixo dele e, no overtime, meu braço cansou, é um cara muito forte, e aí não consegui me defender”.

O Submission Underground é capitaneado por Chael Sonnen, ex-lutador de MMA, mas que ficou conhecido pela sua trajetória no UFC e, principalmente, por ser um dos pioneiros do “trash talk”, protagonizando uma grande rivalidade com nomes como Anderson Silva, Wanderlei Silva, entre outros. Ao falar sobre sua relação com o americano, Gabriel fez questão de ressaltar que o lado polêmico de Chael se restringe somente ao ambiente de luta.

“Estou indo para minha sétima luta no SUG e adoro o evento. Conheci o Chael Sonnen por duas fontes. A primeira foi com meu treinador de Boxe, que também era treinador dele enquanto ele lutava. Depois, eu conheci melhor o Chael num evento que fizemos, de time contra time. Ele ligou para o Vinny Magalhães e o Vinny colocou nosso time de Las Vegas. Fomos competir na Califórnia e o Sonnen era capitão do time, foi aí onde tive uma aproximação melhor com ele e foi onde ele passou a me chamar para os eventos dele. O Chael é um cara muito esperto, não é apenas um ‘business man’. Ele tem um conhecimento enorme sobre luta e está aplicando isso para fazer o dinheiro dele.

Ele não é como a maioria dos promotores de Jiu-Jitsu/grappling, que são uns ‘quebrados’, não tem dinheiro e a grana só vem de patrocinador, mas pegam tudo para eles e pagam mixaria aos atletas. O Chael é diferente. Ele tem os patrocínios, o PPV do UFC Fight Pass e ele não precisa desse dinheiro, então ele repassa isso aos atletas, cuida muito bem da gente. É um cara extraordinário e respeitoso. Um cara que soube fazer dinheiro quando estava lutando. Foi pioneiro no trash talk, bem antes do Conor McGregor e dessa nova geração”, afirmou o casca-grossa.

Além dos combates que fez em eventos de lutas casadas no Jiu-Jitsu, como é o caso do Submission Underground, Gabriel Checco também possui sua carreira nas artes marciais voltada para o MMA. Na modalidade, são 11 vitórias contabilizadas e cinco derrotas sofridas, e sem lutar desde 2019, o paulista quer retornar ao esporte ainda este ano.

“Não desisti do MMA, só não estou lutando porque está difícil encontrar uma boa luta. Estou com 35 anos, então já não sou mais um garoto. Os caras da minha idade já não querem mais correr o risco de lutar comigo e a molecada que está vindo bem pode vir a me vencer, porque estou há um tempo sem lutar na modalidade. Então, está meio difícil encontrar alguém que queira me enfrentar. Estou esperando, mas acredito que esse ano vou conseguir um bom contrato com uma organização internacional de MMA”, projetou Checco, que por fim, falou de outros planos para sua carreira.

“Pretendo continuar nos eventos de lutas casadas no grappling. Os eventos estão pagando melhor hoje em dia, então não tenho do que reclamar. Estou com meu contrato no Submission Underground. Nada é garantido, tenho que mostrar serviço, então por isso estou treinando, para fazer uma grande luta contra o Phillip”, encerrou.

* Por Mateus Machado