Jon Jones vive um impasse com o UFC sobre a questão da sua valorização financeira. O ex-campeão dos meio-pesados – e que está de mudança para os pesados – quer receber mais dinheiro nas próximas lutas. No último fim de semana, após Francis Ngannou nocautear Stipe Miocic no main event do UFC 260 e se tornar detentor do cinturão até 120kg, “Bones” usou as redes sociais para provocar a companhia e escreveu: “Mostre-me o dinheiro”. Dana White, presidente da organização, rebateu e as trocas de farpas começaram.

Ativo nas redes sociais, Jones usou o Twitter para revelar que estava conversando com Hunter Campbell, que é um executivo do alto escalão do UFC. O lutador disse que não esperava uma oferta menor que US$ 10 milhões – cerca de 57 milhões de reais – para um possível embate contra Ngannou pelo título dos pesados.

“Tive uma breve reunião por telefone com um representante do UFC há alguns dias. Eu disse a ele que algo entre US$ 8 e US$ 10 milhões seria muito baixo para uma luta dessa magnitude (contra Ngannou). Isso é tudo o que foi discutido até agora. Realmente, espero que os números não estejam nem perto disso”, publicou.

Pelo “hype” que está gerando essa mega luta contra Ngannou, “Bones” almeja uma bolsa bem superior ao que o UFC paga para os principais nomes da organização. Jones afirmou que não consegue andar na rua sem ouvir a pergunta de quando será o duelo. O máximo que o Ultimate pagou de bolsa – sem valores de pay-per-view – foi a Conor McGregor. O irlandês ganhou US$ 3 milhões para encarar Khabib Numagomedov.

Sobre a postagem do fim de semana, pedindo para que o UFC lhe mostrasse o dinheiro, Jones acredita que se fosse McGgegor em seu lugar, a postura de Dana teria sido diferente: “Eu escrevi ‘mostre-me o dinheiro’ e isso evidentemente irritou o patrão (Dana White). Que lição de aprendizado. Eu sinto que se Conor tivesse enviado o mesmo tuíte, teria sido uma noite de uísque. Acredito que fui muito mal pago em todos os meus 20 anos (de carreira no MMA). Eu nem estou aqui pensando nisso. Eu só quero ver o futuro bem feito”, concluiu.