* Embalada por três vitórias seguidas no UFC, a peso-galo Karol Rosa ainda não sabe o que é perder desde que chegou à organização, em 2019. Disposta a manter o bom momento, a brasileira vai retornar ao octógono no dia 12 de junho, quando terá pela frente a experiente Sijara Eubanks no card do UFC 263. Sobre o casamento do duelo, que quase aconteceu ano passado – mas foi adiado pela pandemia -, Karol comentou.

“Eu já imaginava que iríamos nos enfrentar em algum momento. Na primeira vez a luta foi cancelada, por isso imaginei que ia acontecer mais pra frente. Acredito que estou fazendo o caminho certo (até o topo), pegando as adversárias certas. E subindo devagar, com isso posso ir melhorando a cada luta”, disse Karol à TATAME.

“A Sijara é boa na trocação e faixa-preta de Jiu-Jitsu, uma lutadora completa. Mas eu sou mais completa, então aonde me sentir confortável, vou fazer meu jogo prevalecer. O objetivo é vencer no UFC 263 e terminar o ano no Top 10 (do ranking peso-galo feminino)”, afirmou a brasileira, que vê a divisão crescendo. “Eu acho que tem muitas atletas chegando na categoria e com isso pode ser que de uma movimentada agora”.

Atual 14ª colocada no ranking da divisão dos galos, a capixaba está invicta na companhia, com três vitórias, sendo a última delas em fevereiro, quando bateu Joselyne Edwards na decisão unânime após três rounds de luta. Uma posição acima em relação à brasileira na lista das melhores lutadoras da categoria, Sijara Eubanks vive momento oposto e perdeu seus últimos dois compromissos no UFC, para Ketlen Vieira e Pannie Kianzad.

 

Por fim, Karol Rosa, que é companheira de equipe da casca-grossa Jéssica Bate-Estaca na equipe PRVT Girls, deu seu palpite para a disputa de cinturão peso-mosca entre a brasileira e a campeã Valentina Shevchenko, programada para o co-main event do UFC 261, no dia 24 deste mês, em Jacksonville, na Flórida (EUA).

“A Jéssica está muito bem, forte. Esse é o grande diferencial dela para as outras lutadoras (a força). Acredito que se ela fizer um jogo de grade com a Valentina, pode ser que luta dure cinco rounds, a campeã fique cansada para se movimentar, e isso vai ajudar bastante a Jéssica. Ela tem um gás infinito (risos). Ou, se uma mão dela entrar, é capaz de a Valentina cair. Esses são meus palpites para a luta, vai dar Jéssica”, encerrou

* Por Diogo Santarém