* Suspenso pela USADA (Agência Antidoping dos Estados Unidos) no ano passado, o peso-pesado Raphael Bebezão está liberado para retornar ao octógono do UFC. A punição do brasileiro, que testou positivo para a substância “hidroclorotiazida” e seus metabólitos – fora de competição – terminou no último dia 4 de março e, agora, Bebezão tem apenas um objetivo: lutar novamente o quanto antes e voltar a vencer no Ultimate.

Desde a sua última aparição, em julho de 2020, quando perdeu para Tanner Boser, o brasileiro ainda sofreu com os sintomas do novo coronavírus, apesar do seu teste ter dado negativo. Disposto a recuperar o tempo perdido, o lutador, atualmente aos 32 anos, conversou com a TATAME e falou sobre o período difícil.

“Eu tive todos os sintomas, fiquei sem paladar, mas graças a Deus meus exames deram negativo. A Covid-19 é uma coisa séria e que precisa ser respeitada. Até o Khamzat Chimaev (meio-médio do UFC) quer se aposentar por causa da doença, então estou voltando aos poucos. Até o momento o Ultimate não me acionou, mas sigo esperando. Ansioso para lutar novamente e fazendo todo o trabalho necessário”, afirmou.

Dono de um cartel no MMA com dez vitórias e duas derrotas – ambas no UFC -, Bebezão tem apenas um resultado positivo na organização, em 2019, contra Jeff Hughes. Em busca de crescimento, o lutador se mudou do Rio de Janeiro para o Guarujá, no litoral de São Paulo, onde vem recebendo o suporte necessário.

“No momento estou me adaptando, pois tive uma oportunidade aqui no Guarujá, que me abraçou. Consegui patrocínios e todo o suporte médico para trabalhar, me mudei e agora é focar no trabalho”, disse Raphael, que ainda comentou brevemente sobre a rivalidade com o compatriota Carlos Boi, também peso-pesado do Ultimate. “Nunca tive diferença com ele, mas já que ele quer tanto lutar, faço questão de quebrar ele”.

 

Por fim, Raphael Bebezão admitiu ser fã do casca-grossa Jon Jones, ex-campeão meio-pesado e que está em transição para os pesados, e disse ansiar para vê-lo em ação na divisão até 120kg: “Sou fã do Jon Jones desde que comecei no MMA , ele é um cara que tenho muito respeito e admiração, e se um dia nos encontrarmos lá na frente, será um prazer enorme para mim, como atleta e fã do trabalho dele”, encerrou.

* Por Diogo Santarém