Esdras Júnior teve um grande momento no fim do mês de março, em Dallas, no Texas (EUA), durante o Dallas Open da IBJJF. O faixa-preta se consagrou campeão absoluto No-Gi e, apesar dos contratempos, mostrou uma performance de alto nível. Sem adversários no peso leve, o casca-grossa da Ares BJJ mirou o absoluto e acertou em cheio. Esdras realizou três lutas para ficar com o ouro e, na final, superou um rival super-pesado.

“Foi uma final dura. Como meu oponente era bem mais pesado e tinha uma boa guarda fechada, eu sabia que teria que puxar antes dele para ter mais chances de vencer. Logo no início fintei uma queda para fazer guarda, depois ficou uma luta parelha. Daí decidi atacar mais, nem liguei de me expor, pois queria vencer. Eu ataquei uma tentativa de armlock e raspagens durante a luta, o que acabou me rendendo a vitória. Meu objetivo maior é pontuar o máximo nos torneios e subir o ranking da IBJJF. Não vejo a hora de lutar novamente”, contou Esdras, antes de comentar sobre os momentos de tensão que viveu antes do torneio.

“Na semana do campeonato acabei adoecendo, tive uma crise de amigdalite que me deixou de cama e com febre por alguns dias. Graças a Deus, eu testei negativo para Covid-19, mas ainda assim foram momentos bastante preocupantes, onde tive que focar na minha recuperação e trabalhar bem meu psicológico para chegar lá e fazer boas lutas. Acredito que venci o campeonato antes mesmo dele acontecer, porque meu maior adversário fui eu. Eu tinha preocupações, fiquei com receio de não lutar bem, mas dominei minha mente e por isso acabei sendo campeão”, disse o faixa-preta, medalha de prata nas disputas com quimono.

Esdras destacou os treinos com o craque Osvaldo Queixinho, quatro vezes campeão mundial No-Gi da IBJJF, como fator importante para ter resultados expressivos nos campeonatos sem o tradicional paletó.

“Na verdade, minha preferência sempre foi o quimono, porém com algumas adaptações meu estilo de jogo fica bem versátil nas disputas sem. Os treinos com o professor Queixinho fazem a diferença, pois aprender com alguém que já venceu o Mundial No-Gi quatro vezes ajuda bastante, né? (risos). Gosto de lutar sem quimono porque a disputa fica mais rápida e a minha forma de lutar é voltada para o jogo de velocidade e pressão. Meu quadril fica mais solto, o que me facilita tentar finalizações e raspagens com frequência”.

Assíduo competidor, o atleta está de olho em uma oportunidade para fazer super lutas. Segundo Esdras, ele enfrenta qualquer peso-pena/leve no F2W, BJJ Stars, BJJBET e Third Coast Grappling. “É só mandar o contrato”, garantiu. “As super lutas estão em alta. Isso tornou-se uma tendência nesse novo mundo que estamos vivendo agora. Eu tenho o foco no ranking da IBJJF, mas não descarto a possibilidade de fazer algumas lutas casadas. Seria uma boa voltar ao palco desses eventos, é só enviar o contrato. Estou pronto”.