* Realizado no final de fevereiro, em São Paulo, o GP Selection BJJBET deu oportunidade para diversos atletas da nova geração de faixas coloridas mostrarem trabalho, e uma das lutadoras que melhor aproveitou essa oportunidade foi a jovem Larissa Martins. Representando a Alliance/Dream Art, a faixa-roxa derrotou três adversárias para chegar à grande final do torneio, onde acabou sendo superada pela americana Amit Elor.

O título não veio, mas com o vice-campeonato, Larissa conseguiu mostrar mais do seu potencial e chamou atenção dos fãs de arte suave que ficam na expectativa de ver novos talentos. Em entrevista à TATAME, a lutadora também exaltou a organização do BJJBET, que promoveu um GP exclusivo para faixas coloridas, dividido em dois torneios, para homens e mulheres, e com premiação igual em dinheiro para os campeões.

“É disso que precisamos, de oportunidades, principalmente nós, meninas. E o BJJBET fez isso, inovou nesse sentido. Todo esse reconhecimento, a igualdade e seu devido valor. Eles realmente fizeram jus ao bordão ‘A NOVA ERA’. Somos faixas coloridas, sim, mas treinamos como profissionais e temos muito potencial de proporcionar um show para os telespectadores. O trabalho desenvolvido pela organização foi muito bom”.

Ao longo do bate-papo, Larissa Martins ainda falou sobre sua participação no GP e comentou os títulos que conquistou após o BJJBET: ouro duplo no Rio Open e títulos do Abu Dhabi Grand Slam e Abu Dhabi World Pro, nos Emirados Árabes Unidos. Além disso, Larissa revelou seus objetivos e inspirações dentro do Jiu-Jitsu.

Veja a entrevista completa com Larissa Martins:

– Participação no GP Selection BJJBET e vice-campeonato

Foi uma ótima experiência, um turbilhão de sensações e emoções… Tudo ao mesmo tempo. Eu estava lá, sonhei muito com momentos como aquele, eu queria estar lá e queria muito aquilo. Tinha noção da grandeza de toda aquela oportunidade. Era tudo tão intenso que na primeira luta quase perdi, estava tão nervosa, e ao mesmo tempo dá para analisar muito bem que eu cresci significativamente a cada luta e conseguia impor cada vez mais meu Jiu-Jitsu. Sobre a final, acredito na vontade de Deus e aprendi muito com a derrota.

– Elogios à premiação e estrutura oferecidas pelo evento

É disso que precisamos, de oportunidades, principalmente nós, meninas. E o BJJBET fez isso, inovou nesse sentido. Todo esse reconhecimento, a igualdade e seu devido valor. Eles realmente fizeram jus ao bordão ‘A NOVA ERA’. Somos faixas coloridas, sim, mas treinamos como profissionais e temos muito potencial de proporcionar um show para os telespectadores. O trabalho desenvolvido pela organização foi muito bom, desde o recebimento dos atletas, como suporte em hotel com tudo pago, locomoção, alimentação, e também esse formato de Grand Prix, que foi muito irado. Um verdadeiro show montado para nós, atletas de base, mostrarmos a evolução do nosso Jiu-Jitsu para o mundo. Cada detalhe foi muito bem pensado.

 

– Títulos no Rio Open, Abu Dhabi Grand Slam e World Pro

Eu trabalho muito duro. Desde que comecei no Jiu-Jitsu, todos os dias me dedico por inteira nisso. Graças a Deus, não tive nem tempo para pensar em algo que não fosse meus próximos desafios. Lutei domingo no BJJBET, mas segunda-feira já estava lá no tatame, treinando e me ajustando. E um ponto muito importante foi a minha equipe, que me deu suporte em tudo. Eles sabiam o quanto me dedico e queria tudo isso, então trabalhamos juntos. Acertei tudo nesses últimos campeonatos e consequentemente emplaquei as vitórias.

– Sonhos dentro do Jiu-Jitsu e suas inspirações no esporte

Meu sonho é ser campeã mundial na Califórnia (pela IBJJF), esse é o meu sonho. Mas também tenho sonhos como obter minha total independência financeira através do esporte e, futuramente, poder inspirar e ensinar pessoas. E tenho meus principais objetivos, como já falei, de ser campeã mundial e ganhar meus cinturões e troféus. Se Deus quiser, vai dar tudo certo. Já minhas inspirações dentro do esporte, desde nova, é o meu próprio mestre, Saulo Barbosa, pela conduta que ele sempre ensinou, além de toda competição, dando lições valiosas para a vida. Meu professor Isaque Bahiense, pois ele, além de ser um grande atleta, faz pelo Jiu-Jitsu o que o Jiu-Jitsu fez por ele um dia, mudando a vida de muitos jovens. E com certeza a Bia Mesquita, que além de ser a atleta mais completa dentro do esporte e uma grande referência, é também um grande exemplo de pessoa fora dele. Hoje faço dupla com ela nos treinos, então eu vejo de perto como ela realmente é um exemplo máximo pra todos. Tenho total admiração por todos que treinam comigo. Eles me inspiram.

* Por Mateus Machado