No último mês de abril, no Rio de Janeiro, foi disputado o Sul Americano sem quimono da CBJJ. Itallo Vilardo, um dos principais preparadores físicos de lutas, celebrou a realização do torneio. Ele comemorou o fato de 40% das medalhas no masculino adulto na faixa-preta terem ficado com os seus atletas que, mesmo diante das adversidades da pandemia do novo coronavírus, seguiram uma rotina específica de treinamento.

“Os principais atletas não pararam de treinar nesse período, tivemos o cuidado de estudar o caso de cada atleta para que eles pudessem se manter ativo durante o lockdown. Atletas que não tinham material nenhum em casa se mantiveram ativos com calistenia, atletas que tinham um TRX, elástico, halteres velhos ou que estavam guardados… Cada caso foi estudado e montamos um treino de acordo com as possibilidades de cada um”, disse Itallo, que seguiu comentando sobre a importância dos atletas não pararem os treinos:

“Quem parou, com certeza sentiu mais… Eu disse no início da quarentena: vocês não podem ficar parados, temos que fazer o que está ao nosso alcance e lá na frente, vocês vão ver o benefício disso. O campeão é aquele que supera, acima de tudo, as adversidades. Assim que a IBJJF anunciou o Sul Americano, traçamos essa competição como meta e passamos a treinar tendo ela como objetivo. E quem já estava no ritmo, saiu bem na frente daqueles que estavam voltando”, comentou o preparador, que é faixa-preta de Jiu-Jitsu.

Somente na faixa-preta adulto, foram 14 atletas e 17 medalhas dos lutadores que fazem parte do programa de preparação física de Itallo Vilardo. Cleber Clandestino foi campeão nos plumas, Ruan Alvarenga nos penas, Ygor Rodrigues nos médios e o Luan Carvalho – que lutou duas categorias acima do seu peso – foi campeão nos meio-pesados. Entre as mulheres, Gabriela Fechter venceu a divisão e conquistou um terceiro lugar no absoluto. Roberta Ribeiro também teve um ótimo desempenho com o ouro duplo na faixa-marrom.