Tão comum quanto o quimono debaixo do braço, a tigela de açaí é figurinha certa no pós-treino de milhares de praticantes de Jiu-Jitsu pelo Brasil. Não só porque a fruta amazônica é rica em nutrientes, dá energia e refresca, mas também porque está inserida no cultuado Jiu-Jitsu “lifestyle” (estilo de vida, em português). E não é por acaso. A união entre a arte suave e o alimento tiveram a mesma origem: a família Gracie.

Natural do Pará, a família que desenvolveu o Jiu-Jitsu brasileiro também foi responsável por levar o açaí para o Sudeste do Brasil, o tornando um símbolo da alimentação dos “jiu-jiteiros”. Dono da rede de lojas Jah do Açaí, o empresário mineiro e praticante de Jiu-Jitsu Carlos Henrique Siqueira falou um pouco dessa relação.

“Além de ser um produto saudável e refrescante, o açaí sempre foi um alimento muito consumido por atletas devido ao benefício energético da fruta com o guaraná. Para o praticante de Jiu-Jitsu, é quase um rito sair da academia e ir direto tomar um açaí com os companheiros de treino”, destacou o empresário.

Inclusive, o Jiu-Jitsu tem um papel fundamental no sucesso das empresas de Carlos Henrique, que além da rede de açaí, também atua nos ramos das máquinas de sorvete, gelaterias e produção de embalagens.

“A arte marcial me ensinou a ter disciplina, calma, aprender que apanhar faz parte do processo e que o mais importante era me levantar, assim como no empreendedorismo, onde a falha faz parte do sucesso. Tanto no tatame quanto no dia a dia vendendo açaí, eu tenho a consciência de que todo erro é um aprendizado”.