* Aos 21 anos, o jovem faixa-marrom Matheus Vetoraci vem conquistando cada vez mais o seu espaço no Jiu-Jitsu. Atleta da Atos Rio, Matheus começou a treinar ainda criança, incentivado pelo pai e o irmão, e após disputar – e vencer – os primeiros campeonatos, decidiu que gostaria de viver do esporte. Recentemente, o carioca participou do South America Continental Pro, competição realizada pela AJP Tour em Brusque, Santa Catarina, conquistando a medalha de prata na categoria até 85kg e o bronze no absoluto.

Em entrevista à TATAME, Vetoraci analisou sua campanha no torneio e, apesar de insatisfeito com o resultado, reconheceu o alto nível das disputas, que reuniram os melhores atletas do país: “Creio que a estratégia que fiz com os meus adversários na final da categoria e na semifinal do absoluto poderia ter sido um pouco diferente, porque o jogo teria encaixado mais”, disse o faixa-marrom, que continuou com o raciocínio.

“Foi um torneio com nível altíssimo, desde a faixa azul até preta, e minha categoria não estava diferente. Eu trabalho duro todos os dias, não foco em um campeonato, então entrei me sentindo confiante. Fiz seis lutas, todas duras, estava me sentindo bem, mas acabei perdendo na final da categoria e na semifinal do absoluto por erros bobos, que acontecem. Não fiquei satisfeito com o resultado, porém acredito que Deus tem algo maior pra mim e continuarei trabalhando duro em busca dos meus objetivos”, projetou.

Natural do Rio de Janeiro, o jovem relembrou o início da sua trajetória na arte suave até começar a ganhar destaque no cenário nacional e internacional. Hoje, Vetoraci, segundo no ranking No-Gi da IBJJF na faixa-marrom, tem o apoio da marca de quimonos Stars USA, e citou a importância de ter esse tipo de apoio.

“Comecei a treinar em casa, com o meu pai e irmão, e quando tive mais interesse, com 5 anos, fui treinar em um projeto com o meu primo Alexandre Carrera, que hoje é um dos líderes da Atos Rio. Desde então, vejo que evolui muito dentro e fora do tatame, tenho mais confiança, responsabilidade. E quando comecei a disputar campeonatos e ganhar, senti que não conseguia ficar um dia sem pensar em Jiu-Jitsu”, contou o carioca.

 

“Conheci a marca (Stars USA) através de alguns parceiros de treino que já haviam fechado parceria, e de primeira eu gostei bastante dos produtos, da qualidade, e logo me interessei em mandar um currículo. Esse patrocínio está sendo algo muito bom, pois me motiva saber que tem alguém que investe e acredita nos meus sonhos, assim como eu, e espero poder retribuir toda essa ajuda honrado a marca”.

Por fim, Matheus Vetoraci não perdeu a oportunidade e, ao ser questionado sobre o crescimento dos eventos de lutas casadas e GPs, casos de BJJ Stars e BJJBET no Brasil, respondeu que sonha em se testar contra os melhores e falou o nome da fera Mica Galvão, considerado a principal promessa do Jiu-Jitsu na atualidade.

“O Mica Galvão (seria uma grande luta). Sempre tive vontade de estar lutando entre os melhores, nos maiores eventos, pois acompanho todos. É muito importante ter eventos como esses, não só pela premiação, mas por ajudar na divulgação do atleta, disponibilizar uma grande experiência para os envolvidos”, encerrou.

* Por Diogo Santarém