Realizado no último dia 17 de junho, no quinto card da PFL na temporada 2021, o duelo entre Gleison Tibau e Rory MacDonald, válido pelo torneio meio-médio, terminou em polêmica. Após três rounds disputados, o brasileiro saiu vencedor na decisão dividida dos jurados, o que revoltou o canadense, que expôs toda a sua insatisfação com o resultado final e afirmou ter sido “roubado” pela arbitragem em entrevista pós-evento.

Do outro lado da história, Gleison falou pela primeira vez nesta semana, em entrevista ao site MMA Fighting, e contou que não viu como o ex-campeão do Bellator poderia ter o braço erguido ao término do confronto, ressaltando que o canadense não fez o suficiente para vencer. Além disso, Tibau revelou que não performou tão bem pois rompeu o bíceps quatro semanas antes do evento. Ele considerou até abrir mão da luta.

“Fiquei muito confortável na luta e vi que poderia ter feito mais. Eu tinha as ferramentas para fazer mais, puxei um pouco o freio, mas poderia ter feito mais. Foi uma vitória difícil, mas conseguimos. Ele (MacDonald) é uma lenda no Canadá, um ídolo por lá, e é normal que um país o proteja. Mas, vendo a luta, não posso dar para ele (a vitória). Não foi uma luta fácil, sabemos que foi difícil, mas fui bem mais eficaz nos meus golpes”, falou.

Na disputa do GP e, consequentemente, do prêmio de US$ 1 milhão – que será destinado ao campeão -, Rory MacDonald, mesmo com a derrota, se classificou para as semifinais, enquanto Gleison Tibau não conseguiu a pontuação necessária para avançar. No entanto, o experiente atleta, de 37 anos, disse que o presidente da PFL, Ray Sefo, prometeu a ele um contrato para a próxima temporada. O brasileiro também está escalado para enfrentar Sadibou Sy em uma luta que não será válida pelos playoffs do GP, no próximo dia 19 de agosto.

Nas semifinais do torneio meio-médio da PFL, MacDonald vai encarar Ray Cooper III, enquanto João Zeferino e Magomed Magomedkerimov medirão forças do outro lado da chave. Caso saia vencedor contra Sadibou Sy, o brasileiro ainda nutre uma esperança de chegar à final se, por ventura, um dos quatro semifinalistas se machucar. E caso surja a oportunidade da revanche contra Rory MacDonald, o lutador da ATT projetou:

“Da próxima vez, eu vou nocauteá-lo. Já sei o caminho. Eu senti que poderia tê-lo nocauteado. Ele não teria suportado a pressão se estivéssemos em uma luta de cinco rounds, por exemplo. Ele já queria que a luta acabasse, eu senti isso”, concluiu Tibau, dono de um cartel com 35 vitórias e 15 derrotas no MMA profissional.