Atleta da Pitbull Brothers, Reinaldo Ekson fez bonito em sua segunda luta no Extreme Fighting Championship (EFC), maior evento de MMA da África. Disputando o cinturão da categoria peso-pena, o potiguar finalizou o sul-africano Igeu Kabesa no último sábado (12), pelo EFC 86, realizado em Joanesburgo, África do Sul. Após aplicar um knockdown, Ekson encaixou o triângulo de mão e obrigou Kabesa a dar os três tapinhas.

“A minha vitória saiu como o esperado. Eu tinha certeza que a luta iria acabar por nocaute ou por  finalização. Treinei muito aquele movimento no meu camp e no vestiário com o meu córner Junior Dedinho antes da luta. E eu sabia que iria pegar ele com aquele soco. Quando ele caiu em knockdown, fiz o que mais treinei”, disse.

Apesar do título, Ekson vive uma dura realidade no Brasil. Ele trabalha como motorista de aplicativo entre um treino e outro para sustentar a sua família, mas espera que o cinturão ajude a alavancar a carreira no MMA.

“Espero alçar voos mais altos e viver só do esporte em um futuro próximo. Eu quero parar de trabalhar como motorista de aplicativo em breve e poder dar um conforto melhor para a minha família, pois não tenho muito tempo pra eles. Eu só treino e trabalho muito para poder sobreviver”, projetou o novo campeão do EFC.

Patolino impressiona em derrota por decisão dividida

Além de Ekson, outro nome da Pitbull Brothers que marcou presença no card do EFC 86 foi Gian “Patolino” Souza. O peso-mosca, que estava invicto no MMA e fazia a sua estreia internacional, não teve a mesma sorte e acabou derrotado pelo ex-campeão Luthando Biko na decisão dividida. O paraibano de Santa Luzia disse que sentiu a altitude, mas que ainda assim acredita que venceu o combate, como um dos três jurados.

“Me senti muito bem no primeiro round e até metade do segundo. Venci o primeiro com uma vantagem alta e apliquei knockdowns, na metade do segundo senti um pouco a altitude. O terceiro foi dele, mas nada que pudesse tirar a minha vitória. No segundo round, embora eu tenha ficado boa parte por baixo, fui bem mais ativo que ele. Também fiquei por cima em dois momentos, tentei finalizações e, quando estávamos em pé, era eu batendo nele. Perder não é bom e eu não gosto. E eu sei que venci essa luta. O pessoal do evento elogiou bastante e deu o bônus de luta da noite. Mas estou bem tranquilo com a derrota, a minha cabeça está 100%. Às vezes precisamos dar um passo para trás para que possamos dar dois para frente. Sei do meu potencial e que posso ser campeão. Eu vou voltar e conquistar a vitória para o meu povo de Santa Luzia e Monte São Sebastião. Sei da torcida deles, da energia positiva, e devo essa vitória a eles”, falou Patolino.