Daniel Cargnin conquista medalha de bronze em Tóquio 2020, e Judô brasileiro mantém tradição

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O Judô brasileiro mantém sua tradição de subir ao pódio em todas as Olimpíadas desde Los Angeles 1984. Neste domingo (25), a Nippon Budokan foi o palco de uma exibição impecável do meio-leve brasileiro Daniel Cargnin que, em sua primeira participação olímpica, conquistou a medalha de bronze em Tóquio 2020.

Ele venceu todas as três lutas das preliminares e só parou na semifinal diante do japonês Abe Hifume, que se tornaria campeão olímpico ao final do dia. No duelo pelo bronze, Cargnin projetou Baruch Shmailov, de Israel, e segurou o waza-ari por dois minutos para faturar o bronze. Essa foi a 23ª medalha do Judô em Olimpíadas.

Caminho do bronze

Na estreia, Cargnin venceu o egípcio Mohamed Abdelmawgoud, número 14 do ranking, com um ippon no “golden score”. Nas oitavas, encarou um adversário mais duro, o moldavo Denis Vieru. Atento nos movimentos e agressivo, Daniel encaixou uma técnica de projeção e marcou o waza-ari vencedor no tempo extra.

Nas quartas de final, o brasileiro encontrou um de seus maiores rivais, o italiano Manuel Lombardo, velho conhecido dos tempos de seleção júnior. Lombardo foi vice-campeão mundial há um mês, em Budapeste (HUN), e chegou aos Jogos como número um do mundo. O retrospecto dos dois, porém, era favorável a Daniel, que tinha uma vitória em uma luta com o italiano, na decisão do Grand Slam de Brasília, em 2019. Em Tóquio, novamente, Cargnin levou a melhor. Ele não deu espaço para Lombardo lutar, impondo um ritmo acelerado e ainda projetou o adversário a 10 segundos do fim do combate para garantir-se na semifinal.

Para chegar na grande decisão, Daniel precisaria passar pelo bicampeão mundial Abe Hifume, do Japão. O brasileiro até começou bem o embate, mas deu espaço para um golpe perfeito que colocou Abe na grande final e jogou Cargnin para a disputa pelo bronze. Em sua última aparição, o brasileiro encarou Baruch Shmailov, de Israel, e se motivou pelo retrospecto positivo contra ele para sair vitorioso mais uma vez. Daniel marcou um waza-ari no segundo minuto e administrou bem a vantagem até o fim do confronto para comemorar sua primeira medalha olímpica. O outro bronze dos 66kg ficou com An Baul, da Coreia do Sul, que derrotou Lombardo. A prata com Vazha Margvelashvili, da Geórgia, e o ouro foi para o anfitrião Abe Hifume.

Larissa fica sem medalha

Neste segundo dia de competições no Judo em Tóquio 2020, o Brasil também foi representado por Larissa Pimenta na categoria até 52kg – outra novata em Jogos Olímpicos. Na estreia, Larissa superou Agata Perenc, com um waza-ari no “golden score”, mas parou nas oitavas diante de Abe Uta – que terminou campeã.

O Judô continua neste terceiro dia de Jogos Olímpicos. A seleção brasileira será representada por Eduardo Katsuhiro Barbosa no peso-leve (73kg). As preliminares começam 23h e finais às 5h, no horário de Brasília.

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