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Artigo: a importância do professor de artes marciais possuir equilíbrio emocional durante os treinos

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Artigo fala sobre a questão do equilíbrio emocional (Foto reprodução henriquesaraivajj)
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* Logo cedo, ao acordar, já nos deparamos com duas escolhas a serem feitas, isto é, em todas as áreas da nossa vida. Primeiro: manter o equilíbrio diante dos desafios, buscando aprender alguma coisa para nossa evolução. Como humanos, possuímos inteligência e potencial para melhorar nosso comportamento a cada dia; ou segundo: falar tudo o que se passa na cabeça agredindo as pessoas, como no caso de alguns lutadores que passam a vida inteira no tatame descarregando sua agressividade, estudando os fundamentos das artes marciais, e mesmo assim acabam em clínica de controle da raiva, usando palavras pesadas, espancando o outro e destruindo todas as suas conquistas em questão de minutos. Você escolhe. 

Como eu irei falar sobre postura de professores em relação ao aluno, não posso deixar de lado o professor de artes marciais, que tem contribuído muito em relação à educação das crianças e adolescentes nos anos.

O professor, seja qual for sua área de atuação, seja nas escolas ou nas academias de artes marciais, é uma figura de aprendizado para os alunos. Eles devem ser capazes de aprender como se comportar, sem que você, professor, tenha de se alterar. Você deve estar pronto para tudo, então aja como se você já esperasse aquilo e tivesse um plano para lidar com cada situação que apareça pela frente. Então, vamos lá: vincule suas emoções às realizações do aluno, e não ao seu próprio humor ou às emoções de outros alunos.

Sabemos que em todas as áreas existem profissionais de excelência e outros não, profissionais equilibrados e os famosos desequilibrados e com grande dificuldade de controlar suas emoções. Reagir às emoções com exagero é típico de um adolescente. Não piore a sua situação e não guarde mágoa. Veja toda a situação como uma oportunidade de autocontrole e aprendizagem. 

Professores com equilíbrio emocional tomam cuidado com a linguagem, ainda que certas expressões sejam comuns dentro das academias. Eles levam em consideração o que ela pode transmitir a respeito da forma de pensar dos alunos. Exemplo: desqualificar o rendimento do aluno usando palavras agressivas, transparecendo que está nervoso pelo fato dele não conseguir treinar da forma correta. Afinal, o aluno está aprendendo e a paciência tem que transparecer no comportamento do professor, e não o nervosismo.

Em parte, um professor equilibrado emocionalmente ganha a confiança dos alunos, porque mostra que está sempre no controle. Acima de tudo, ele sabe que, em longo prazo, o sucesso depende de uma relação consistente entre aluno e os comportamentos produtivos. O efeito desejado é produção, respeito e ordem, e a meta é reduzir a intensidade das emoções, quando elas ameaçam sair do controle. Ao fazer isso, o professor não apenas limita o efeito daquele tipo de conflito que pode contaminar todo o trabalho, mas também oferece um leme emocional para ajudar seus alunos a retornar à produtividade logo. (Lemov, pg. 240.)

Todos nós devemos desenvolver a capacidade de controlar nossos impulsos, administrar nossas emoções e agir com coerência, propiciando uma melhoria nos relacionamentos. Sendo assim, o controle emocional é desenvolvido ao longo da vida por fornecer conhecimento a respeito dos sentimentos e das emoções. Contudo, podemos descrever o equilíbrio emocional como capacidade de:

  • Identificar e compreender os próprios sentimentos;
  • Aceitar as emoções como habilidades aprendidas;
  • Estabelecer o controle quando as emoções se manifestam;
  • Identificar o reflexo das emoções no comportamento e na motivação;
  • Gerenciar as emoções, a fim de influenciar positivamente a manifestação dos sentimentos com a aplicação de técnicas. Análise e direcionamento sistemático;
  • Adquirir a capacidade de identificar os sentimentos dos outros para atuar no desenvolvimento efetivo e eficaz de relacionamentos com pessoas e grupos.

Identificar as emoções não é uma tarefa fácil, pois necessitamos a cada dia administrar da melhor forma possível nossas emoções, alertando quanto a possíveis perigos ou quanto a coisas boas, refletindo a cada experiência vivida e tomando as melhores decisões pela frente.

Referências: 

  • Site: Titulo (inovarse.org) A importância da Inteligência emocional no contexto organizacional – Área temática: Inovação e Propriedade Intelectual. Fabíola da Cunha Ferreira.
  • Lemov, Doug – Aula nota 10, editora Safra – São Paulo, 2011 – pag. 240. 

Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 13 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Já em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga, e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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