Após briga na rua e fitas do UFC, faixa-preta relembra quando conheceu o Jiu-Jitsu e diz: ‘Me direcionou’

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No início da década de 1990, as famosas fitas VHS do UFC criaram uma legião de fãs e também de praticantes de  Jiu-Jitsu. Nos primeiros shows, o franzino Royce Gracie mostrava a eficiência da arte suave contra atletas de outras modalidades, que pesavam até 100kg a mais. Leonardo Queiroz foi um dos casos que viu o lendário Gracie em ação e buscou na arte marcial uma chance para mudar sua trajetória de vida.

Quando ainda era garoto, em Brasília, ele acabou apanhando de um homem na rua. Hoje faixa-preta de Jiu-Jitsu, Leo na época não faziam nenhuma arte marcial: “Estava com uns amigos, mas éramos moleques na época. Veio um cara, ele já era maior, adulto, e namorava com uma menina lá da rua em que eu morava. Ele me pegou por trás e me deu um murro na nuca, caí meio que nocauteado, um dos meus amigos tentou entrar para me ajudar, mas tomou um atraso também (risos)”, contou Leonardo, que então conheceu o UFC:

“Dias depois, eu estava assistindo ao UFC, vi o Royce Gracie meter a porrada em todo mundo, na técnica e sem muita agressividade, usando a força dos caras contra eles próprios. Pensei: ‘quero aprender isso’. Então, fiquei sabendo que o Marcelo Tigre, aluno do finado Mestre Banni Cavalcanti, estava dando aulas perto da minha casa, em uma escola. Já fui lá me matricular. Ele me levava em outra cidade satélite para treinar com o Mestre Banni também”, relembrou Queiroz, que passou a ter paixão pela modalidade e se dedicar mais.

Leonardo construiu uma carreira no Jiu-Jitsu, é faixa-preta da Checkmat e também ex-lutador de MMA. Há alguns anos se estabeleceu na Inglaterra, onde mora com a esposa Jaqueline e a filha Katlyn, além de trabalhar como segurança de estrelas de cinema, diplomatas, empresários e da propriedade de uma família irlandesa muito rica que vive em Londres. Ele também dá aulas particulares de arte suave na capital inglesa. O casca-grossa contou que ter conhecido o Jiu-Jitsu foi determinante para transformar a sua vida.

“O Jiu-Jitsu me direcionou como homem, eu era meio que vida louca. O Jiu-Jitsu me tirou fora das drogas e outras coisas, me deu muita confiança para a vida e mais controle mental. O Jiu-Jitsu, como qualquer outra arte marcial, bem direcionado, te leva para o lado positivo da vida. Agora, mal direcionado, te leva para o lado obscuro. Graças a Deus, me levou para o lado bom, tive umas quedas na vida, como qualquer outra pessoa, mas graças a Deus nunca fui falso humilde como uns e outros. Nunca tive histórico de assédios, como está acontecendo. O Jiu-Jitsu me deu forças para perder a vergonha de conversar, tentar arrumar um emprego, me impulsionou para ser melhor e verdadeiro como pessoa”, concluiu o faixa-preta da Checkmat.

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