Coluna da Arte Suave: o crescimento do Jiu-Jitsu feminino e uma mensagem para todos os homens

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* É muito bom ver o aumento do número de mulheres praticando Jiu-Jitsu, mesmo nesses dias tão estranhos. Tanto se fala do empoderamento feminino. Que esse movimento estimule cada vez mais mulheres a procurem a luta como esporte e meio de cuidar do corpo, além da mente. 

O surgimento de quimonos e lycras desenhados para elas demonstra o reconhecimento da força feminina no esporte. Como professor, infelizmente, já presenciei homens que, quando estão lutando com mulheres, exageram no uso da força. O Jiu-Jitsu é um esporte de contato, mas aos lutadores, pensem antes dos treinos com uma mulher. Geralmente, elas são mais leves, muito flexíveis, e não possuem a força dos homens. 

Equalize sua força à dela. Se for finalizado, não pense na questão “fui finalizado por uma mulher” e transforme isso em um sentimento depreciativo. Pense onde falhou tecnicamente ou na movimentação / estratégia que não deu certo. E mais uma vez falando aos lutadores, sempre tenham atenção na hora das pegadas. 

Os campeonatos têm um número crescente de lutadoras em todas as faixas. Vejo isso como um excelente sinal, resultado do trabalho sério e dedicado dos professores de Jiu-Jitsu, que levam como uma filosofia de vida, e também do conjunto da mídia e do interesse das marcas em abrir mais um segmento no mercado. Até o UFC, já há muito tempo, se rendeu à força feminina, hoje um dos pilares da companhia.

Podemos ver em campeonatos excelentes lutas nas categorias femininas, atletas aguerridas até o final, um alto grau de competitividade entre elas, fazendo com que as lutas muitas vezes fiquem indefinidas até o final, pelo fato de as atletas estarem sempre buscando uma finalização sem ficar olhando para o placar. Nas academias, já encontramos as atletas treinando com mais facilidade e um bom nível técnico. 

Já vi seminários realizados por lutadoras para lutadoras, além de grupos de lutadoras que se organizam para treinar visitando academias, buscando treinar com outras atletas. Isso é muito bom. Além do mais, qual o problema das mulheres praticarem Jiu-Jitsu? É um esporte vigoroso como outros, mas de maneira nenhuma tira a feminilidade das praticantes. E garanto que se você, lutador, for treinar com uma parceira de treino, se você equalizar a sua força com a da atleta para que a força física não seja uma vantagem sobre a sua oponente, você terá excelentes treinos e poderá proporcionar bons treinos para as atletas. 

Creio que a força feminina nos tatames e ringues do mundo já é inquestionável. Mas acho que o Brasil ainda pode formar um número expressivo de campeãs mundiais. Temos tudo para formar excelentes atletas de quimono e no MMA. As mulheres brasileiras são altamente competitivas e talentosas. Vemos isso nos campeonatos estaduais e brasileiros. O Jiu-Jitsu para as mulheres, além da parte esportiva, possui o lado da defesa pessoal. Cada vez mais é importante as mulheres saberem preservar a sua integridade física. 

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail [email protected]. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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