Acusado de ‘detrator’ em vídeo promocional divulgado por Dana White, Big John se defende e dispara: ‘Cheguei ao UFC muito antes dele’

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Diante de todas as dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus, que afetou o mundo todo, Dana White, presidente do UFC, não mediu esforços e fez a organização ser o primeiro evento global a retornar – ainda em maio. Desde então, os shows não pararam mais. Do último card em Brasília, 14 de março, até o retorno em Jacksonville (EUA), em 9 de maio, foram diversos elogios e críticas ao dirigente.

Nesta semana, para “coroar” o fim da temporada de 2020, Dana publicou um clipe em suas redes sociais relembrando todo o processo para a retomada após o “boom” da Covid-19 pelo mundo. No vídeo aparecem diversos sites e analistas que se opuseram à ideia do dirigente de retornar tão rápido as edições, levando em consideração a crescente diária no número de mortes e infectados. John McCarthy, ex-árbitro e atualmente comentarista do Bellator, foi um dos personagens tratados como “detratores” do UFC. Em entrevista ao podcast Weighing In., Big John afirmou que as informações foram tiradas de contexto para promover Dana.

“Eu estava 100% apoiando. Quando ele (Dana) foi para Jacksonville, eu fui um de seus maiores apoiadores, porque ele não estava fazendo o que estava fazendo com o Tachi Palace (reserva indígena)… Que seriam lutas ilegais. Ele estava se conduzindo por um caminho que a Comissão Atlética do Estado da Califórnia se recusou a regulamentar o show no Tachi Palace”, comentou Big John, relembrando o fato de Dana querer sediar eventos na reserva indígena localizada na Califórnia e que não age sob as leis estaduais e federais.

Na sequência, o ex-árbitro afirmou que Dana não estava interessado em apenas não demitir os funcionários. Para Big John, o interesse com o contrato de TV era o principal pretexto para um retorno rápido dos shows.

“Eu amo o que o UFC lança como produto, mas quando você dá grandes passos para trás para fazer um show, vamos ser francamente honestos sobre o motivo que Dana estava tão decidido a fazer os shows. Não era porque ele gosta tanto de ‘Oh, eu quero manter meu pessoal empregado’. Ele precisava fazer esses programas para conseguir dinheiro da ESPN, porque tinha um contrato de 42 lutas que precisava cumprir para receber seus US$ 750 milhões (pouco mai de 3,8 bilhões de reais)”, disparou John McCarthy.

O atual comentarista do Bellator elogiou a forma como os eventos estão sendo produzidos pelo UFC durante pandemia, mas deixou claro que chegou ao universo do Ultimate muito antes de Dana: “Deixe-me deixar isso bem claro para vocês, filhos da p***”. Eu cheguei lá muito tempo antes de Dana White. Eu não fui trazido por Dana White (para trabalhar nos eventos do UFC). Tive que trabalhar com o Dana White, e vou te dizer que o Dana White fez um ótimo trabalho em fazer do UFC o que é. Ele trabalhou duro. Ele merece muito crédito por isso. Mas não pense que eu devo nada a ele. Eu não devo nada a ele e ele não me deve nada”, concluiu.

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