Antes de estreia no UFC, Polyana revela ‘malandragem’ da adversária e diz: ‘Meu nome vai ficar na história’

Antes de estreia no UFC, Polyana revela ‘malandragem’ da adversária e diz: ‘Meu nome vai ficar na história’

Com passagens pelo Jungle Fight e WOCS, Polyana Viana estreia neste sábado pelo UFC (Foto: Leonardo Fabri)

Por Mateus Machado

Marcado para acontecer neste sábado (3), pela primeira vez em Belém, no Norte do Brasil, o UFC Fight Night 125 terá logo em sua primeira luta um duelo de estreantes na organização. Pela divisão peso-palha feminino, a paraense Polyana Viana terá pela frente a americana Maia Stevenson, em duelo que promete muitas emoções aos fãs de MMA.

Com 25 anos e um cartel de nove vitórias e apenas uma derrota no MMA profissional, Polyana é ex-campeã do Jungle Fight e vem de cinco triunfos consecutivos, todos eles conquistados ainda no primeiro round. Sua última apresentação aconteceu em outubro do ano passado, pelo WOCS 47, quando finalizou Pâmela Ferreira com um armlock. Adversária da brasileira, Maia também possui a mesma sequência vitoriosa da paraense, no entanto, acumula quatro reveses em sua carreira na modalidade.

Prestes a estrear na maior organização de MMA do mundo, Polyana Viana terá um debute ainda mais especial por lutar em seu estado natal, já que é paraense da cidade de São Geraldo do Araguaia. Em entrevista exclusiva à TATAME, a lutadora falou sobre as principais dificuldades desde o começo no esporte, revelou a “malandragem” de sua adversária no período de preparação, entre outros assuntos.

Confira a entrevista completa com a lutadora:

– Principal dificuldade desde o começo no MMA

A maior dificuldade, acho que não só para mim, mas para a maioria dos atletas, é a a falta de investimento. Como eu sou do interior, isso (MMA) demorou a virar ‘moda’ por lá, e acabou que eu não tinha patrocinador, não tinha da onde tirar… Eu tinha que trabalhar para poder pagar campeonatos e até mesmo viagens de MMA, que às vezes o evento não bancava. Então, a maior dificuldade foi essa, a falta de investimento nos atletas, porque na minha cidade não tem apenas eu como lutador. A gente sempre tinha essa dificuldade, às vezes tínhamos que fazer pedágio na rua para poder ir para campeonato, mas agora (com a ida para o UFC) eu creio que as coisas vão melhorar.

– Estreia no UFC lutando no estado natal

Vai ser uma luta muito especial, até agora, a mais especial de todas. Vai ser a minha estreia no UFC, a realização do meu sonho, e também eu vou estar representando o meu estado, e isso é muito importante para mim. Eu amo ser paraense, eu amo meu estado, nunca neguei isso e agora vou poder deixar isso bem claro. Eu vou subir no octógono e vou representar, então estou muito feliz por isso.

– Análise e ‘malandragem’ da adversária

A Maia foi um pouco esperta… Ela tirou todos os vídeos dela do YouTube. Eu não achei que era necessário tirar os meus, até porque eu estou sempre evoluindo, então ela pode ver o que eu já fiz e ela também vai ver o que vou fazer agora, mas é um jogo totalmente diferente. Eu vi poucas coisas sobre ela, sei que ela é faixa-roxa de Jiu-Jitsu e striker, mas nada mais que isso… Tem um pedaço apenas de um vídeo, não tem um vídeo completo dela. É uma atleta ex-TUF, se não me engano, na categoria até 57kg, mas eu não preocupo muito com isso de olhar, pesquisar, eu olho uma vez ou duas. Os professores falam: ‘Você tem que fazer isso e isso, porque ela faz isso e isso’, e aí a gente trabalha a minha estratégia. Mas aí como não tinha muita coisa, a gente trabalhou várias estratégias. Se não der uma, vai outra (risos).

– Evolução na trocação e Jiu-Jitsu como principal arma

Eu acho que a minha parte de trocação evoluiu muito. Todo mundo que acompanha o meu treinamento sempre manda mensagem dizendo que está muito diferente, que melhorou muito minha trocação, que estou andando mais certo. Realmente, eu confio muito no meu Jiu-Jitsu, mas agora eu também confio muito na minha trocação. Eu não tenho mais essa de ter medo de trocar com ninguém. Antes eu tinha um pouco de receio, mas agora eu não tenho mais. Estou treinando com muitas meninas na TFT, antes eu não treinava, só treinava com homem… E acho que isso era uma das coisas que eu tinha medo, eu tinha receio deles me machucarem quando eu saía na porrada com eles. Com as meninas, não… A gente sai na mão, sangra, mas depois a gente já se abraça, tem aquela amizade, uma ajudando a outra. Para essa luta, eu quero finalizar, mas se não der, pode ter certeza que vai ser nocaute.

– Vontade de ficar próxima da família novamente e sonho pelo cinturão

Em pouco tempo, eu quero trazer minha família para perto de mim, para eu poder me concentrar ainda mais nos treinos. Com a minha família longe, às vezes eu me desconcentro, eu começo a pensar na minha família, no meu filho, em como eles estão. E também eu me acostumei com o afeto, a gente sempre foi uma família muito unida, sempre moramos perto, e de repente eu fui morar sozinha, em outro estado, e isso é muito difícil para mim. Além disso, eu quero ser campeã, assim como todo lutador do UFC quer. Eu quero ser, eu vou ser e meu nome vai ficar na história, pode ter certeza.

Polyana Viana é uma das promessas brasileiras na categoria peso-palha feminino (Foto: Leonardo Fabri)

Polyana Viana é uma das promessas brasileiras na categoria peso-palha feminino (Foto: Leonardo Fabri)

CARD COMPLETO:

UFC Belém
Sábado, 03 de fevereiro de 2018
Ginásio Mangueirinho, em Belém (PA)

Card principal

Lyoto Machida x Eryk Anders
John Dodson x Pedro Munhoz
Valentina Shevchenko x Priscila Pedrita
Michel Trator x Desmond Green
Timothy Johnson x Marcelo Golm
Thiago Marreta x Anthony Smith

Card preliminar

Serginho Moraes x Tim Means
Alan Nuguette x Damir Hadzovic
Douglas D’Silva x Marlon Vera
Iuri Marajó x Joe Soto
Deiveson Figueiredo x Joseph Morales
Polyana Viana x Maia Stevenson