Ariane Lipski celebra evolução técnica em treinos, analisa luta com Luana Dread e destaca: ‘Estou pronta para o que vier’

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* Ex-campeã do evento europeu KSW, Ariane Lipski foi contratada em 2019 pelo UFC e chegou à organização com status de estrela. No entanto, seu início na franquia foi marcado por dificuldades. Em suas duas primeiras lutas, foi derrotada por Joanne Calderwood e Molly McCann, respectivamente, e suas atuações, pelo menos até aquele momento, não justificavam o apelido de “Rainha da Violência”, apesar do esforço da brasileira nos combates em questão. A redenção, todavia, veio em sua última apresentação, em novembro do ano passado, quando Ariane derrotou Isabela de Pádua por decisão unânime e conquistou sua primeira vitória no Ultimate.

Disposta a se consolidar de vez na companhia, a brasileira volta a entrar em ação neste sábado (18), quando terá pela frente a compatriota Luana Dread no card do UFC Fight Night 172, que marca o terceiro evento do Ultimate na “ilha da luta”, em Abu Dhabi. Com um cartel de 12 vitórias e cinco derrotas no MMA, Ariane conversou com a TATAME e, mostrando muita confiança, revelou que, apesar de manter o foco no Muay Thai, sua principal qualidade, vem evoluindo também em outras áreas, como o Wrestling.

“Eu quero me tornar uma atleta não apenas de Muay Thai. Eu amo a trocação, adoro lutar em pé, mas eu quero ser uma atleta completa, assim como já mostrei na minha última luta, onde estive bem tanto na parte em pé como também no chão, tanto que minha adversária era uma wrestler. Quero estar cada vez melhor, mais completa, mas sem esquecer que eu sou do Muay Thai, sou de Curitiba, sou da trocação”, afirmou.

Confira o restante da entrevista com Ariane Lipski:

– Rotina de treinamento em meio à pandemia

A minha rotina não mudou muito, mantive os treinamentos e cuidados sempre necessários, sempre da academia para casa e vice-versa. Todos os que treinaram comigo também tomaram todas as precauções possíveis, a gente se manteve isolado, usando máscaras, e assim pude me preparar com tranquilidade.

– Diminuição de sparrings e evolução nos treinos

A gente diminuiu a quantidade de pessoas nos treinos por conta da pandemia, estive com dois atletas, que são meus sparrings. Não teve sparring com outros atletas, mas em compensação, a gente treinou muito a parte técnica, evoluí muito o meu jogo, estou muito mais forte e muito bem fisicamente, estou no gás, como a gente costuma dizer. A gente tem que se adaptar a tudo e dar o melhor sempre. Acredito que a gente conseguiu superar esses problemas e estou me sentindo na melhor forma possível.

– Confinamento em quarto de hotel e testes 

Não é muito agradável (ficar confinada), mas nunca encarei isso como um problema, muito pelo contrário, estamos sendo muito bem cuidados pelo UFC, eles estão fazendo todo o possível para promover esses eventos, manter os lutadores ativos, então o mínimo que a gente pode fazer é esse confinamento, fazendo testes. Não vejo como um problema, é algo que é para o nosso bem e que faz parte, todos os outros lutadores estão passando pela mesma situação, então vamos todos superar isso juntos, sem problemas.

– Duelo contra Luana Dread pautado na trocação

Concordo que a luta pode acontecer em pé, mas pode ser uma estratégia dela estar falando isso, assim como outras adversárias minhas falaram que iam para a trocação, mas chegava na hora da luta e buscavam a luta de chão. Estou muito preparada para fazer uma luta na trocação, aquela de levantar a galera em casa, a trocação é o meu carro-chefe, mas também estou preparada no Wrestling, pronta para o que vier.

– Lição com derrotas e busca por novas vitórias

Estou muito positiva, porque estou me sentindo muito bem fisicamente e também na parte técnica. Estou muito feliz de ver o quanto eu evoluí desde a minha última luta até agora. Estou melhor ainda na minha especialidade, que é o Muay Thai, onde me sinto cada vez mais consistente nos golpes, em bater e sair, encontrando o meu jogo. Também me sinto bem confiante na parte do grappling, à medida que estou evoluindo no Wrestling. Acredito que a vida é feita de ciclos, os momentos ruins servem para coisas boas acontecerem depois. Estou mais experiente, aprendi bastante com as derrotas e me sinto bem preparada para o que vem pela frente, estamos trabalhando bastante para evoluir e conseguir novas vitórias.

– Importância do marido/treinador nos treinos 

Ele é meu head coach, meu marido, está comigo em todo os momentos, é meu psicólogo, meu melhor amigo e que me ajuda diariamente. Estar com ele foi ainda mais essencial nesse período de pandemia e quarentena, foi uma grande vantagem pra mim. Ele está comigo há muito tempo, me conhece como ninguém e, para mim, ele é o melhor treinador do mundo. Confio muito nele e sei que fará o melhor.

CARD COMPLETO:

UFC Fight Night 172
Ilha de Yas, em Abu Dhabi (EAU)
Sábado, 18 de julho de 2020

Card principal (21h, horário de Brasília)
Peso-mosca: Deiveson Figueiredo x Joseph Benavidez
Peso-médio: Kelvin Gastelum x Jack Hermansson
Peso-leve: Marc Diakiese x Rafael Fiziev
Peso-mosca: Luana Dread x Ariane Lipski
Peso-mosca: Alexandre Pantoja x Askar Askarov

Card preliminar (18h, horário de Brasília)
Peso-meio-pesado: Khadis Ibragimov x Roman Dolidze
Peso-pena: Grant Dawson x Nad Narimani
Peso-leve: Joe Duffy x Joel Alvarez
Peso-galo: Brett Johns x Montel Jackson
Peso-mosca: Malcolm Gordon x Amir Albazi
Peso-leve: Davi Ramos x Arman Tsarukyan
Peso-pesado: Carlos Boi x Sergey Spivak

* Por Mateus Machado

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