Arte suave para mulheres: BJJ Stars tem Bia x Thamara eleita ‘melhor luta da noite’ e mostra a força do Jiu-Jitsu feminino

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* Não é de hoje que as mulheres estão mostrando a que vieram no Jiu-Jitsu. Seja dentro do tatame, com lutas de tirar o fôlego, ou fora dele, cobrando por mais valorização ao Jiu-Jitsu feminino, estamos cada vez mais conquistando um espaço que também é nosso.

Grande parte da comunidade feminina do Jiu-Jitsu já vem cobrando há um tempo mais igualdade nas competições, a exemplo de uma petição que Ana Carolina Vieira e Luanna Alzuguir chegaram a criar, pedindo por premiações iguais nos campeonatos.

Em 2020, com a situação de pandemia que vivemos, as atenções se voltaram mais aos eventos de lutas casadas. E, novamente, reivindicamos que as mulheres sejam vistas e que nos deem mais oportunidades.

Na sua edição anterior, o BJJ Stars contou com duas lutas femininas, num total de 12 lutas no card. Já na edição mais recente (veja aqui), foram seis lutas casadas, três femininas e três masculinas, e mais o GP masculino com oito atletas. Ainda é uma porcentagem baixa de mulheres, mas elas estão mostrando cada vez mais que merecem ocupar os tatames de todos os eventos de Jiu-Jitsu mundo afora.

Anna Rodrigues x Amanda Monteiro, Bia Mesquita x Thamara Ferreira e Gabi Garcia x Cláudia do Val foram os duelos femininos do BJJ Stars 4. Atletas que são grandes nomes do Jiu-Jitsu, sempre protagonizam ótimos combates e somam muitos títulos. E tivemos o combate entre Bia e Thamara eleito o melhor da noite.

Um dos argumentos para a falta de visibilidade das mulheres no esporte (não só no Jiu-Jitsu) é que esporte feminino não vende, é chato. Mas, na verdade, a raiz desse problema é a falta de incentivo e patrocínio às atletas, que faz com que muitas modalidades femininas ainda não sejam tão desenvolvidas quanto as masculinas. Bia Mesquita e Thamara Ferreira provaram que mulher vende, sim, e deram um show de Jiu-Jitsu no tatame. Thamara agressiva no combate e mostrando que queria muito a vitória, e Bia dando uma aula de defesas e vindo com toda experiência de competição que já tem há anos.

O que precisamos, portanto, é de ações mais efetivas para a valorização de mulheres no esporte. Incluindo mulheres nos cards dos eventos de lutas casadas, fazendo GPs femininos, igualando as premiações, tendo uma cobertura midiática mais igualitária, entre outros fatores.

Além disso, incentivar as mulheres nas academias de Jiu-Jitsu, que é de onde saem as grandes campeãs. Ou seja, ter um ambiente que seja acolhedor para todos, ensinar aos alunos que eles precisam respeitar a todos e que comportamentos machistas (mesmo que disfarçados de piada) não serão tolerados, valorizar as atletas, e não só os atletas homens, buscar representatividade feminina na academia (seja com professoras e instrutoras ou mostrando para as alunas quem são os grandes nomes do Jiu-Jitsu feminino).

É muito bom ver o Jiu-Jitsu feminino crescendo. E, com isso, o esporte só tem a ganhar. Quanto mais mulheres treinando e lutando, mais o Jiu-Jitsu como um todo cresce. Portanto, essa luta não é só nossa, e sim de todos os praticantes, professores, idealizadores de eventos, profissionais e amantes da arte suave!

* Por Carolina Lopes

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