Artigo: a importância do professor entender a diferença hormonal entre meninas e meninos; veja

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* Vocês sabiam que os hormônios também regem o comportamento humano e apresentam importância significativa na diferença funcional entre os sexos, desde a vida intrauterina? 

Apesar de possuírem exatamente os mesmos tipos de hormônios, é o grau de dominância destes que difere no homem e na mulher, tornando-o efetivamente bastante distintos em suas características.

O estrogênio e a progesterona prevalecem nas mulheres e a testosterona nos homens, sendo os seus efeitos diferentes em cada sexo. A progesterona é o hormônio feminino do crescimento e do vínculo, o que leva a grande maioria das meninas a primeiro criarem ligações, para depois fazerem perguntas sobre determinada situação. Um exemplo disso são as escolhas afetivas realizadas por mulheres, com frequentes consequências desastrosas resultantes desse mecanismo operativo.

Já os meninos se comportam de forma agressiva antes, para somente depois realizarem as devidas perguntas. Isso se dá pela proeminência da testosterona que, além de funcionar como hormônio sexual, é responsável pelo desenvolvimento masculino.

Há diferença na quantidade de hormônios cerebrais em ambos os sexos, como, por exemplo, a serotonina, que é secretada em menor quantidade nos homens, o que resulta em comportamentos impulsivos. Um alto nível de testosterona também traz como consequência a agressividade e ambição; os meninos com um baixo nível deste hormônio costumam apresentar comportamentos mais sensíveis. Assim, fica evidente que o humor do menino é afetado pelo nível de hormônio que está secretando em determinado momento, influenciando no seu treino.

Nota: Uma menina pode apresentar melhor desempenho acadêmico quando o nível de estrogênio está alto, e um garoto pode apresentar melhor em atividades que requerem noção espacial, como a matemática, por exemplo, quando seu nível de testosterona está alto. Contudo, esse mesmo garoto tenderá a um desempenho inferior nas atividades verbais, sob o efeito deste mesmo quadro hormonal. 

Na puberdade, picos de testosterona resultarão no inchaço da glândula amígdala (responsável pelo processamento dos sentimentos de medo e raiva) em ambos os sexos, fazendo aumentar a agressividade, que se manifesta de maneira mais pronunciada no sexo masculino. Por outro lado, o aumento do nível de estrogênio promoverá o crescimento do hipocampo (ligado à memória), também nos dois sexos, porém de modo mais pronunciado nas meninas, tornando-as melhores na memorização e no reconhecimento de coisas, nomes, rostos, facilitando os relacionamentos sociais.

O nível de testosterona sobe quando homens e mulheres estão em competição, mas por terem um nível mais alto deste hormônio, usualmente eles se apresentam mais agressivos para competir.

A inabilidade presente nos meninos para expressar suas emoções acaba levando-os a viver uma diminuição temporária da sua capacidade de atender, ao passarem por situações estressantes. No cérebro masculino, a informação move-se rapidamente para a amígdala e para o tronco cerebral, levando-o a um comportamento de combate. O nível de cortisol (hormônio do estresse) se eleva, dificultando o rápido processamento do problema causador do estresse e comprometendo a capacidade de aprendizagem nesse momento.

As meninas processam mais rapidamente esse tipo de situação, pois além de verbalizarem as emoções, colocando-as em palavras, utilizam mais sentidos, o que as tornam capazes de aprender, mesmo passando por uma situação estressante. Assim, o conteúdo emotivo move-se mais rapidamente do sistema límbico para o topo do cérebro até os quatro lobos (temporal, occipital, parietal e frontal), onde ocorre o pensamento, levando a menina a verbalizar seus sentimentos com os outros, processando assim a dor e o sofrimento, uma vez que foi ativada a área da verbalização. Com essa maneira de funcionar, a fragilidade emocional nas meninas está em carregar excesso de bagagem emotiva, levando determinadas situações para o lado pessoal.

As respostas neurológicas e hormonais específicas de cada gênero, em relação aos estímulos recebidos do meio, irão resultar em comportamentos e reações diferentes para cada um deles, assim como no desempenho melhor ou pior em determinadas atividades: meninas e meninos aprendem diferentemente e está na hora de levar estes novos conhecimentos para as academias de artes marciais.

Atualizar a concepção sobre os meninos e meninas é fundamental para que as academias de artes marciais deem um salto de qualidade. Os professores atentos a essas diferenças podem proporcionar ações específicas para cada gênero, desenvolvendo e reforçando habilidades que estão ainda sendo construídas pelas crianças, oferecendo treinos cada vez mais funcionais para ambos os sexos.

Referências

  • SUZAN ZIMOG LEIBIG  – Mentes que Aprendem: um ensaio sobre a Prontidão para Aprendizagem/, (organizadora) Cap. 1 – Diferenças cerebrais e hormonais entre os sexos, Lucia Helena de Marins Borges, Rosangela Sotomi Ishii Kian, Simone Schmidt Neves – pag. 17, 18,19 –  São Paulo: All Print Editora, 2011.
  • ANDRADE, M.V. Neuropsicologia Hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.
  • BEE, H e BOYD, D. A criança em Desenvolvimento. Porto Alegre; Artmed, 2011. 
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Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 13 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Já em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga, e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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