Artigo: a importância do professor entender os riscos e danos cerebrais/emocionais causados pelo abuso sexual

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Profª Carla Lívia Lauro Muller Duarte dá dicas de como orientar crianças sobre abuso sexual nos treinos.

* Estudos recentes comprovam em exames de ressonância magnética alterações no cérebro das vítimas semelhantes aos indicadores de derrame, demência e perda cognitiva. Infelizmente, não basta somente orientar os alunos sobre esse tema delicado e triste, mas também é essencial sabermos quais são os prejuízos que esses indivíduos carregam em sua saúde emocional e física.

Os especialistas da saúde mental apontam que são várias as consequências, e que esse tipo de violência praticada contra essas vítimas constitui-se em uma das expressões que mais afetam as estruturas psíquicas e emocionais na vida do indivíduo. Conclui-se que os casos de indícios de abuso sexual infantil têm afetado inquestionavelmente, além das crianças e adolescentes, sua família e aqueles que fazem parte do circulo social, deixando marcas irreversíveis em suas vidas.

Nota: O abuso sexual praticado contra crianças é considerado um ato através do qual um adulto obriga ou persuade um (a) menor a realizar uma atividade sexual que não é adequado para sua idade e que viola os princípios sociais atribuídos aos papeis familiares, que deveriam exercer o papel do cuidador e protetor do menor. O abuso sexual também pode acontecer entre menores. Em ambos os casos, trata-se de um abuso de poder. Segundo o Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Infantojuvenil (PNVSCA), aprovado em 2000, a violência sexual contra crianças e adolescentes é um fenômeno complexo e de difícil enfrentamento, inserido em um contexto histórico-social de violência endêmica e com profundas raízes culturais. 

Alguns estudiosos da saúde mental afirmam que as consequências para quem sofre abuso sexual na infância e na adolescência dependem dos recursos psíquicos próprios de cada individuo. Estes são estabelecidos a partir da interação entre a vivência pessoal, fatores hereditários, relação de objeto, identificação e modelo familiar. Contudo, há um consenso que o abuso sexual na infância e na adolescência representa um grande impacto. Para Tilmam (1993), essa ação contra a criança ou adolescente desequilibra o desenvolvimento normal da personalidade, comprometendo as funções do ego em nível afetivo, comportamental e nas interrelações. 

Quando a criança é abusada sexualmente, ela geralmente apresenta consequências em curto prazo, como por exemplo: voltar a chupar o dedo ou perder o controle dos esfíncteres (defecar nas calças). Tornando-se ansiosa e depressiva, frequentemente seu rendimento escolar cai e ela pode se mostrar isolada e antissocial. Da mesma forma, pode se tornar sedutora, sexualmente precoce ou desenvolver vícios e comportamentos suicidas (importante que o professor de artes marciais observe esses comportamentos).

As consequências do abuso sexual na infância refletem na vida adulta, como consequência em longo prazo, tendência à depressão e baixa autoestima. As maiores dificuldades serão refletidas na vida sexual e amorosa. Pessoas que sofreram abuso podem apresentar fobias sexuais ou uma incompreensível tendência a estabelecer relações amorosas insatisfatórias. Nos casos mais graves, as consequências do abuso sexual incluem grande predisposição a desenvolver esquizofrenia, tentativas de suicídio ou desenvolver comportamentos promíscuos altamente perigosos.

O abuso sexual infantil acarreta grandes danos ao desenvolvimento da criança, e por isso a prevenção deve ser iniciada o mais cedo possível, quando a criança começar a ter compreensão de sexualidade, começar a compreender seu corpo, os pais já devem orientá-la para que ela não permita que toquem em seu corpo sem sua permissão, não deixar que toquem em suas partes intimas. 

A professora de Judô Carla Lívia Lauro Muller Duarte sempre orientou seus alunos:

  • Para não trocar de roupas na frente de estranhos;
  • Não deixar ninguém tocar em suas partes íntimas;
  • Evitar sentar no colo dos professores (as);
  • Não aceitar nenhuma bala (doce) de estranhos; 

É fundamental que os professores de artes marciais façam esse tipo de orientação, pois evitarão problemas futuros. Quem foi vitima de abuso sexual na infância, deve ser tratado por um psicólogo ou psicanalista para conseguir reduzir as consequências o mais rápido possível.

Referências:

  • FURNISS, Tilman – ABUSO SEXUAl, Ed. 2 – Editora ARTMED, 1993
  • BOCK, A. M. Bahia; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. de L. T. Psicologias: uma introdução ao estudo da psicologia. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 1993.

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Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 13 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva. Já em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga, e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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