Artigo: cérebro – como entender as funções cerebrais das crianças nas artes marciais; leia e opine

Novo artigo fala sobre como as funções do cérebro das crianças podem ser compreendidas nas artes marciais; confira mais detalhes

Artigo: cérebro – como entender as funções cerebrais das crianças nas artes marciais; leia e opine

Novo artigo fala sobre como as funções do cérebro das crianças podem ser compreendidas nas artes marciais (Foto: Reprodução/@almeidasantosfab)

O cérebro de uma criança recebe uma série de estímulos, que podem ser fundamentais para o seu desenvolvimento integral. Antigamente, acreditava-se que o cérebro dos bebês começava a se desenvolver somente após o nascimento. Hoje, através dos avanços da neurociência, a situação é outra. Na verdade, desde a gestação, o bebê já recebe estímulos sensoriais e ambientais. Além disso, embora o cérebro humano seja considerado maduro apenas aos 25 anos, 90% das conexões neurais são estabelecidas até aos seis anos de idade.

Por isso, quanto mais estímulos adequados receberem nesta fase, melhor será a preparação das crianças para o futuro. Sabemos, por meio de vários estudos, que nossa inteligência pode ser altamente desenvolvida por meio da nutrição, cuidados e vínculos, mas também pela interação das crianças com outras pessoas e o ambiente saudável.

Segunda Marta Relvas (2011, P.35), a ativação de uma área cortical, determinada por um estímulo, provoca alterações também em outras áreas, pois o cérebro não funciona como regiões isoladas. Isto ocorre em virtude da existência de um grande número de vias de associações, precisamente organizadas, atuando nas duas direções. 

Estas vias podem ser muito curtas, ligando áreas vizinhas que trafegam de um lado para outro, sem sair da substância branca para conectar um giro a outro, ou um lobo a outro, dentro do mesmo hemisfério cerebral. São conexões intra-hemisféricas. Por último, existem feixes comissurais que conduzem a atividade de um hemisfério para outro, sendo o corpo caloso o mais importante deles.

Sendo assim, Relvas  completa que: as associações recíprocas entre as diversas áreas corticais asseguram a coordenação entre a chegada de impulsos sensitivos, sua decodificação e associações, e a atividade motora de resposta. Estas são as funções nervosas superiores.

Ou seja, as conexões neuronais permitem o nosso entendimento de todas as coisas. Nossa atividade cerebral acontece porque nossos neurônios estão ativos e eles são partes do SNC (Sistema Nervoso Central), que são as células nervosas compostas de um corpo celular, de prolongamentos chamados de dendritos (recebem os estímulos) e os axônios (condutores de impulsos nervosos), que são diferentes dos dendritos, pois são mais compridos. 

Cada axônio termina em ramificações que têm o nome de botões terminais e é o local onde este neurônio entra em contato com outros neurônios para transmitir o impulso nervoso. Os impulsos são passados por meios de ligações chamadas sinapses, as quais liberam substâncias químicas (neurotransmissores), ao transmitir os impulsos nervosos.

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Além disso, é de suma importância falar sobre a plasticidade cerebral. Segundo Almeida (2009 p.6-7). Como as funções cerebrais não estão ainda predeterminadas no nascimento, crianças vítimas de uma lesão do lado esquerdo do cérebro, área da linguagem, se recuperam bem. 

O motivo disso é que as conexões nervosas nas crianças ainda estão em formação. A desativação de uma parte do cérebro por uma lesão, por exemplo, pode ser compensada por ligações neurais em outros pontos da massa encefálica. O mesmo não ocorre com adultos vítimas de AVE (Acidente Vascular Encefálico – derrame cerebral), cuja lesão tem poucas chances de ser compensada, pois a modelagem já está completa. 

Para entender melhor sobre a plasticidade, podemos dizer que seria a capacidade que nosso cérebro tem de se adaptar a novas situações. Mesmo após grandes acidentes, o cérebro se reinventa. Ela é importantíssima para o funcionamento dos neurônios no cérebro humano. 

Assim como afeto, respeito e os estímulos adequados ajudam as crianças a desenvolverem a autoconfiança, autoestima, as habilidades cognitivas e as competências sócio emocionais. Buscarem entender o cérebro das crianças é fundamental para ajudá-las cada vez mais. 

Referências:

  • RAMALHO, Danielle Manera. Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia na prática clínica – Rio de Janeiro: Wak Editora, 2015.
  • ALMEIDA, Norma Martins. Aprendizagem normal e prejudicada. São Paulo: Livraria Santos Editora; 2009.
  • RELVAS, Marta Pires. Neurociência e Transtornos de Aprendizagem: as múltiplas eficiências para uma educação inclusiva. 5 ed. Rio de Janeiro: Wak Editora, 211. 

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Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 15 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva, em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga e em  2022 concluiu pós-graduação em Jornalismo – A importância da ética no jornalismo na atualidade, publicado na Revista Evolucione, pág. 203 https://revistaevolucione.ibra.edu.br/  e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

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