Artigo: a importância da neurociência e como ela deve ser aplicada nos esportes de combate; leia

Novo artigo publicado na TATAME mostra os benefícios da neurociência quando se é aplicada nos esportes de combate

Artigo: a importância da neurociência e como ela deve ser aplicada nos esportes de combate; leia

Novo artigo publicado na TATAME mostra os benefícios da neurociência quando se é aplicada nos esportes de combate (Foto: Divulgação/UFC)

Fabio da Silva Ferreira Vieira

PhD em Ciências do Movimento Humano, Pós-Doc em Neurociências. Email: [email protected]

Introdução

As neurociências são pautadas na intersecção de várias disciplinas, oferecendo uma perspectiva única sobre a performance esportiva. Ao investigar o funcionamento interno do cérebro e do sistema nervoso, as neurociências fornecem informações valiosas sobre os mecanismos subjacentes às habilidades e realizações atléticas [1].

Este campo interdisciplinar mescla conhecimentos de praticamente todas as áreas do conhecimento, desde as ciências da saúde, exatas e humanas para desvendar as complexidades de como o cérebro funciona em relação ao desempenho esportivo.

Através da investigação neurocientífica, é possível explorar como diferentes regiões do cérebro interagem durante as atividades esportivas, esclarecendo os processos cognitivos, o controle motor, a tomada de decisões e a compreensão do desempenho desportivo [2].

Esta compreensão abrangente derivada das neurociências não só melhora a compreensão do desempenho esportivo, mas também abre caminho para o desenvolvimento de programas de treino direcionados e intervenções destinadas a otimizar a performance esportiva.

Neurociências nos esportes de combate

A neurociência, como um campo multidisciplinar, oferece informações valiosas sobre os esportes de combate, abordando o intrincado funcionamento do cérebro e do sistema nervoso.

Ao analisar a base do cérebro por várias respostas e comportamentos, incluindo aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais, a neurociência lança luz sobre as complexidades do organismo humano no domínio dos esportes de combate [3].

Tradicionalmente vista como um ramo da biologia, a neurociência preocupa-se fundamentalmente com o estudo científico do sistema nervoso, abrangendo o cérebro, a medula espinhal, os nervos periféricos e suas conexões por todo o corpo.

Essa natureza interdisciplinar é ainda enfatizada pelo fato de que a neurociência se apoia em diversas disciplinas para que possa permitir a compreensão abrangente do sistema nervoso e suas implicações nos esportes de combate, principalmente para o atleta quanto para a equipe que o acompanha [4].

Ao passo que se aprofunda em estudos e análises diárias dos treinamentos e lutas, torna-se então, possível a interação entre os saberes práticos serem associados a conhecimentos científicos necessários para explorar as complexidades do sistema nervoso, desde mecanismos moleculares até funções fisiológicas mais amplas, proporcionando uma perspectiva holística sobre o papel das neurociências nos esportes de combate.

Aprimorando a performance dos atletas com as neurociências

As descobertas neurocientíficas oferecem um caminho promissor para melhorar o desempenho dos atletas em esportes de combate. Ao analisar o complexo funcionamento cerebral face a estímulos multifatoriais, incluindo aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais, as neurociências fornecem informações valiosas para otimização do desempenho do atleta.

A aplicação de princípios neurocientíficos aos esportes de combate pode levar a programas de treinamento personalizados que potencializem as funções cognitivas e emocionais do cérebro para melhorar a tomada de decisões estratégicas, a regulação emocional e o desempenho geral de um atleta sob pressão [5].

Ao integrar conhecimentos da neurociência nos regimes e de treino de esportes de combate, os atletas podem potencialmente obter vantagens competitivas, pois, certamente, terão suas respostas neurológicas otimizadas frente às exigências do ambiente competitivo de alta intensidade e ritmo acelerado. Além disso, a neurociência pode ajudar a prevenir lesões, fornecendo insight sobre a relação entre a mente e o corpo durante a luta.

Considerações finais

A intersecção das neurociências com os desportos de combate apresenta um amplo domínio na otimização do desempenho esportivo através da compreensão mais profunda do mecanismo de ação sobre a relação estímulo e resposta do comportamento cerebral durante as atividades de lutas.

Ao integrar insights de diversas áreas do conhecimento é possível estabelecer uma visão complexa e completa de como o cérebro de um lutador funciona em relação as valências necessárias durante as sessões de treinamento e as lutas.

A aplicação de princípios das neurociências nos esportes de combate abre novas possibilidades para programas de treino personalizados que visam funções cognitivas e emocionais específicas, primordiais para a tomada de decisões estratégicas e regulação emocional em situações de combate.

Essa abordagem multidisciplinar não só enriqueça compreensão das respostas do cérebro a estímulos complexos, mas também fornece um caminho promissor para otimizar as respostas neurológicas do sistema nervoso associado à fisiologia geral.

Referências bibliográficas:

1. Oliveira, C.S.; Lopes-Santos, L.E. (2022). Psicologia e Neurociências. Mundo Libre: Revista Multidisciplinar, 8(2), 17-23.

2. Ferreira, H.S.; Moreno, D.B.; Andrade, C.A.B.; Pontes, J.A.M. Pedagogia do esporte aplicada no processo de ensino e aprendizagem nas modalidades de esporte de combate. Formação e prática pedagógicas em Educação Física, esporte e lazer, 99.

3. Roi, G.S.; Bianchedi, D. (2008). The science of fencing: implications for performance and injury prevention. Sports medicine, 38, 465-481.

4. Katwala, A. (2016). The athletic brain: how neuroscience is revolutionizing sport and can help your performance better. Simon and Schuster.

5. Bernick, C.; Banks, S.; Phillips, M.; Lowe, M.; Shin, W. Obuchowski, N.; Jones, S.; Modic, M. (2013). Professional fighters brain health study: rationale and methods. American Journal of epidemiology, 178(2), 280-286

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print artigo 3Carlos Alves: PhD em Ciências do Movimento Humano e Treinamento Desportivo, Pesquisador, Fisiologista e Preparador Físico de Atletas UFC; Bellator; IBJJF / Brown Belt BJJ; Black Belt Muay Thai. e-mail[email protected] / Instagram: https://www.instagram.com/carlosalvesTreinador

 

 

 

print artigo 4Everton Bittar Oliveira: Bacharel em Ed. Física. Esp. em Treinamento Desportivo e Preparador Físico da American Top Team; Black Belt BJJ / E-mail: [email protected] / Instagram: https://www.instagram.com/evertonvvoliveira/

 

 

 

print artigo 5João Paulo de Souza: Bacharel de Ed. Física. Esp. em Mixed Martial Arts, Ex-Atleta de MMA; Treinador de lutadores do UFC; Bellator; Black Belt BJJ; Muay Thai./ email: [email protected] / https://www.instagram.com/jptuba

 

 

 

print artigo 6Fábio Vieira: PhD em Ciências do Movimento Humano e Professor Associado da Logos University International – UNILOGOS / E-mail: [email protected] / Instagram: https://www.instagram.com/fabiovieiraphd

 

 

 

print artigo 7Sergio Oliveira: MsC em Educação Física, Professor de Wrestling; Autor dos best sellers “O Ensino das manifestações das lutas”; e “Luta Olimpica”.

E-mail: [email protected] / Instagram: https://www.instagram.com/sergiobolacha

 

 

print artigo 8Marco Aurelio: MsC. em Treinamento Desportivo Russia e Preparador Fisico de lutadores/ e-mail: [email protected] / Instagram: https://www.instagram.com/Prof_marco_aurelio_

 

 

 

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