Artigo: a importância dos professores ajudarem seus alunos a conquistar o equilíbrio emocional; leia e opine

Novo artigo publicado na TATAME fala sobre o papel dos professores em contribuir para o equilíbrio emocional dos seus alunos

Artigo: a importância dos professores ajudarem seus alunos a conquistar o equilíbrio emocional; leia e opine

Novo artigo fala sobre a questão do equilíbrio emocional (Foto: @henriquesaraivajj)

Hoje, o desequilíbrio emocional está cada vez mais na pauta dos atendimentos médicos e psicoterápicos. Em todos os lugares, as pessoas encontram-se frustradas, estressadas e propensas a explosões, incluindo mudanças exageradas e sucessivas no humor, sentimentos e emoções, e por fim, vivem em um dia de altos e baixos de sentimentos que não administram ou administram mal. 

Mas, afinal, o que é equilíbrio emocional?

O controle emocional é a habilidade de lidar com os próprios sentimentos, adaptando-os conforme a situação e expressando-os de maneira adequada para si e para o grupo no qual está inserido. O equilíbrio entre a razão e emoção é apontado como o caminho mais adequado. Os excessos costumam trazer consequências prejudiciais à própria pessoa, aos colegas de escolas, ao trabalho, nas academias de artes marciais, onde, infelizmente, alguns professores e lutadores perderam o seu equilíbrio emocional agindo com agressividade, trazendo prejuízos para todos os envolvidos e, principalmente, para sua conduta profissional, envergonhando os ensinamentos da arte suave, que nos traz vários benefícios à saúde mental e física.

Mas é possível ter algum treinamento para se alcançar o equilíbrio emocional?

As primeiras experiências têm início no núcleo familiar. Esse primeiro núcleo social é o lugar onde se apresentarão experiências carregadas de afeto, os primeiros traumas, a noção de limites, de diálogo, enfim, o essencial da sociedade.

O que a família, como primeiro núcleo social da criança, pode oferecer? 

Lacan, (médico e psicanalista e discípulo de Freud), em sua análise sobre os complexos familiares (1938), dizia que a família desempenha um papel primordial na transmissão da cultura. Com isso, ela preside os processos fundamentais do desenvolvimento psíquico, e preside esta organização das emoções.

Em síntese: Lacan aborda a família como uma estrutura na ordem da cultura, primeiro núcleo social onde os complexos se estabelecerão. Segundo o autor, o complexo, com efeito, liga, sob uma forma fixada, um conjunto de reações que pode interessar todas as funções orgânicas, desde a emoção até a conduta adaptada ao objeto.

Cabe aos pais a tarefa de introduzir na vida do bebê e da criança os limites, a educação, o diálogo, o cuidado de si, a frustração, proporcionar experiências de troca, no sentido de dar autonomia a essa criança. Porém, está cada vez mais difícil a presença dos pais, pois a jornada de trabalho, as dificuldades financeiras e outros problemas, muitas vezes, impedem de estar próximos dos filhos, dificultando os cuidados e as orientações necessárias. 

Além disso, os vínculos familiares estão diminuindo, e cada vez mais os Iphone, Ipads, videogames e outros, estão ganhando espaços nas vidas das crianças e adolescentes, dificultando o diálogo, tornando os vínculos familiares cada vez mais frágeis. Sendo assim, a relação entre pais e filhos tem sido a de não reconhecer que as crianças precisam aprender a lidar com as frustrações, que o sofrimento é a parte integrante da constituição do ser humano.

O limite é a frustração ensinada com amor. Suportar a frustração é suportar os limites do corpo, do tempo, do social, do outro. A criança necessita, enquanto não e segura de si, da segurança do olhar do adulto, mas ele também precisa ter liberdade de explorar com segurança seus espaços e aprender a enfrentar as dificuldades que se apresentem. Mesmo diante das adversidades, precisamos de famílias que saibam manter o diálogo e ensinar seus filhos a suportar situações difíceis.

Como ajudar a criança a conquistar o equilíbrio emocional?

  • A qualidade das relações familiares é essencial;
  • Os professores de artes marciais precisam estabelecer parceria com os pais;
  • O estabelecimento de regras e acordos no dia a dia vai ajudando a criança compreender seus limites e a buscar, diante das adversidades, o diálogo com seus pais e professores;
  • Quando uma criança sofre ou está feliz, deve-se ajudá-la a colocar palavras sobre o que ela sente e humanizar seus sentimentos. Isso, depois, se estenderá para outras relações sociais.

Retomando a pergunta no início do texto: é possível ter algum treinamento para se alcançar o equilíbrio emocional? A resposta é sim! Desenvolver tolerância à frustração é um processo que tem início na infância e que nunca termina. Aprendemos todos os dias a equilibrar as nossas emoções ou não. Tudo depende de você.  

Referências 

  • LACAN. J. Os complexos familiares na Formação do Indivíduo, p.13. Rio de Janeiro: Zahar Editoras, 1990.
  • TESTI, Helena Maria Daguanna. Equilíbrio Emocional Tardio, p.46,47. Artigo publicado na Revista Psique Edição n° 152.
  • BEE, H. A criança em seu Desenvolvimento. 7 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

Quem sou eu? Mônica de Paula Silva, também conhecida como Monica Lambiasi, é graduada em Pedagogia desde 2004. Concursada pela Prefeitura de Embu Guaçu – SP, atua há 15 anos como psicopedagoga clínica, área na qual é pós-graduada desde 2006. Em 2008 concluiu pós-graduação em Didática Superior, e em 2009 concluiu pós-graduação em Educação Especial e Educação Inclusiva, em 2017 concluiu pós-graduação em neuropsicopedagoga e em  2022 concluiu pós-graduação em Jornalismo – A importância da ética no jornalismo na atualidade, publicado na Revista Evolucione, pág. 203 https://revistaevolucione.ibra.edu.br/  e atualmente estuda psicanálise e neurociência. Também é escritora.

Contatos: WhatsApp (11) 99763-1603 / Instagram: @lambiazi03

* Por Mônica de Paula Silva

Novo artigo fala sobre a questão do equilíbrio emocional (Foto: @henriquesaraivajj)

Novo artigo fala sobre a questão do equilíbrio emocional (Foto: @henriquesaraivajj)

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