Através do Jiu-Jitsu, faixa-preta brasileiro ajuda na luta contra o tráfico humano e abuso sexual nos EUA: ‘Mal que assola a sociedade’

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Considerado um dos maiores organizadores de eventos de luta, Márcio Keske é faixa-preta 3° grau de Jiu Jitsu e, nos últimos meses, tem feito um trabalho voluntário fundamental e de relevância nos Estados Unidos.

Atualmente com 40 anos, o brasileiro tem um currículo vasto dentro do universo das lutas e iniciou nas artes marciais em 1996, através do Muay Thai. Após dois anos, deu o pontapé inicial no Jiu-Jitsu, modalidade essa que pratica e ensina até hoje. No entanto, Keske atrelou sua paixão pelos esportes de contato ao lado empresarial, e com o tempo, desenvolveu vários eventos importantes no país, revelando muitos atletas.

Em 2005, Márcio criou o evento que se tornaria, à época, um dos maiores e mais relevantes do Brasil, chamado Real Fight. Depois disso, desenvolveu, juntamente com alguns parceiros, o Santos Fight Festival, considerado esse o melhor evento daquele ano pela mídia especializada. Com uma veia voltada para obras sociais, o casca-grossa ainda criou o Soul Fight, evento beneficente de lutas casadas de Jiu-Jitsu e submission, onde grandes nomes do esporte mundial estiveram em ação como o favorito Leandro Lo, Paulo Miyao, a ex-campeã peso-palha do UFC Jéssica Bate-Estaca, o peso-pesado Fábio Maldonado, o peso-leve do UFC e recordista em finalizações Charles do Bronx, entre outros craques.

Keske também foi o responsável, junto com o Memorial, pela organização do show que trouxe de volta aos ringues o campeão mundial de Boxe Acelino “Popó” Freitas, em uma noite épica, com mais de 6 mil pessoas no ginásio e transmissão ao vivo para diversos países. E hoje, através da sua experiência, o brasileiro tem sido uma ferramenta voluntária para uma fundação de grande importância nos Estados Unidos, a Hope & Justice Foundation, entidade que batalha contra o tráfico humano, abuso sexual e exploração infantil.

“A cada 15 dias, venho ministrando seminários gratuitos de Defesa Pessoal para mulheres, junto com o professor Christophoros na Atos BJJ Orlando, que tem cedido o espaço também gratuitamente para que isso aconteça. São pessoas do bem, unidas, para que possamos combater esse mal que assola a sociedade. Tenho certeza que, se as mulheres souberem o básico de técnicas de Defesa Pessoal, isso poderá fazer uma grande diferença em um possível caso de violência”, projetou Márcio.

Para Ana Alves – Lazaro, presidente da fundação Hope & Justice, esses seminários têm sido de extrema importância: “Através do Program SPORTPREV da Hope & Justice Foundation, em parceria solidária com a Academia Atos Orlando, com os professores Christophoros Constantinidis e Marcio Keske, têm sido realizados brilhantemente esses importantes seminários de Defesa Pessoal, em face dos altos índices de violência contra mulheres. As aulas são voltadas para o público feminino e tem como objetivo principal promover o autoconhecimento, despertar a importância de conhecer, praticar e aprimorar a autodefesa”.

“O Instituto Nacional de Justiça encomendou aos pesquisadores especialistas um relatório onde fossem examinados casos de agressões físicas, inclusive sexuais, contra mulheres. O resultado foi de que mulheres que resistiram física e verbalmente contra seus agressores, reduziram significativamente a possibilidade de lesões graves. Existem altas chances de em algum ou alguns momentos na vida, mulheres se depararem com agressores dispostos a lhes causarem algum tipo de dano. De acordo com especialistas em sociologia da Universidade de Oregon, mulheres devidamente treinadas em autodefesa se sentem mais confiantes em sua habilidade de enfrentar uma abordagem indesejada”, completou Ana Alves, antes de encerrar.

“No mundo extremamente violento em que vivemos, o aprendizado da autodefesa disponibiliza uma fonte de liberdade e força para mulheres. Construir confiança nas habilidades de resistência física permite que as mulheres se sintam mais capazes e em paz, quando em áreas potencialmente perigosas, pois conhecem as técnicas adequadas para ajudar a afastar um agressor. Manter-se segura deve ser uma prioridade, e toda a mulher merece saber as habilidades adequadas para se defender se ou quando o perigo se apresentar”.

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