Bebezão explica derrota na ‘Ilha da Luta’ para Bose e rebate provocações de Carlos Boi: ‘De verdade, quem é ele?’

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* Aos 31 anos, Raphael Bebezão é mais um representante do Brasil em busca da glória na divisão dos pesados do UFC. O carioca tem três lutas na companhia e amarga duas derrotas, além de uma vitória no fim de 2020. O último revés aconteceu no mês julho, em Abu Dhabi (EUA), na “Ilha da Luta”, para Tanner Bose por nocaute técnico. O lutador comentou que um pedaço da luva atingiu seu olho e o atrapalhou na sequência do combate.

“A minha luta contra o Tanner Bose foi uma fatalidade, porque a ponta da luva que sobra, acabou pegando dentro do meu olho e eu perdi a visão. Méritos do cara. Agora, é voltar mais forte. Estou vendo um bom trabalho para voltar bem melhor. Não estava me sentindo mal na luta, estava me sentindo bem. No primeiro round, nos estudamos muito. Já no segundo (round), uma mão dele entrou. A minha entrou limpa, na verdade, a dele foi a ponta da luva. Eu ainda coloquei a mão na frente, mas em uma fatalidade, acaba acontecendo. Isso serve para a experiência”, justificou Bebezão à TATAME.

Além disso, o carioca vem sendo alvo de provocações de outro brasileiro, o também peso-pesado Carlos Boi, que estreou com revés no UFC. Bebezão evitou polêmica, mas chamou o compatriota de “menino”.

“Carlos Boi… Acho que troca de farpas é quando respondemos, mas eu evito esse cara ao máximo, porque, de verdade, quem é Carlos Boi? O pessoal do nordeste não o conhece. E quem o conhece, não gosta dele. Muitas pessoas do nordeste me seguem e gostam muito de mim. Eu sou de origem nordestina também com a minha avó e o meu avô. Pra mim, ele tem que crescer na divisão dos pesados, aparecer e depois me desafiar. Lançar desafio enquanto você não é nada, sinal de que estamos incomodando. Olha, que eu nem venci, para ele me desafiar. É um menino”, comentou o representante da Top Brother, que prosseguiu:

“Essa situação começou foi quando eu sai da minha última equipe. Eu nem conhecia Carlos Boi. Mas o dono da primeira equipe que eu sai, que eu não gosto nem de falar o nome, colocou pilha nesse menino, porque menino é gerado por pilha. O cara demorou quase dois anos para lutar, quando lutou, fez aquilo lá. Eu que sou brasileiro, educado e honrado, um verdadeiro samurai… Desafiar, tudo bem! Mas fazer a vergonha que ele fez. Todo mundo achou ridículo. De resto, não me afeta em nada”, concluiu o brasileiro sobre Carlos Boi.

Confira outros trechos da entrevista com Raphael Bebezão:

– Superação da depressão e trabalho com psicóloga

Eu estou fazendo trabalho com a psicóloga. Quando eu assinei com o UFC, eu estava em um período de trabalho com uma psicóloga. Isso não é desculpa, mas estou conseguindo buscar minha motivação agora, voltei para o Rio de Janeiro, tenho tido contato maior com a minha família. Eu estava em Curitiba, que é uma cidade maravilhosa, mas além de ter coisas que eu tenho que fazer aqui no Rio, que é cuidar dos meus familiares e até estar perto da minha comunidade, eu estava muito mal. Na minha primeira luta, estava mal psicologicamente. E até encontrar uma equipe… Consegui encontrar uma equipe com o Davi Ramos (atleta do UFC) e o Mestre Casquinha (Cézar Guimarães). Eles têm feito um bom trabalho comigo, sou um cara muito apegado as pessoas. Fiz grandes amizades na Evolução Thai, como o Neto BJJ, Massaranduba, Serginho Moraes, Bruno Blindado, Bruno Ramos… Fiz grandes amizades lá. Hoje, com o mestre Erivan, Davi, Casquinha… Os caras estão me abraçando de uma forma, que nem eu esperava. Eles me entenderam.

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– Problemas quando mudou de equipe a primeira vez

Na primeira vez foi muito difícil, porque na primeira equipe, estava relutando muito em ir para qualquer outra equipe. Estava na equipe, desde que comecei a minha carreira. Quando comecei a ser visto, ganhei uma traição. Fui traído. Isso me fez muito mal, de verdade. Ninguém sabia da minha história e quem me ajudou muito foi a minha esposa, que estava comigo naquele momento. Ela viu, eu grandão, sou um cara muito forte e alegre, quem me conhece sabe, mas não conseguia sair de casa. Fiquei quase seis meses em casa, até conseguir ir na rua. A minha sogra nos ajudando a bancar a casa, porque não tínhamos condições financeiras. Já a Evolução Thai para o Rio de Janeiro, queria até criar minha equipe. Através de um amigo, o Wilker Feijão, acabei indo parar na equipe do Davi Ramos. Ele me deu todo o histórico do Davi como pessoa. Ele, o mestre Erivan, o mestre Casquinha, me abraçaram de uma tal forma, que eu achei excepcional. Me abraçaram como uma família. Estou muito bem estruturado aqui na Top Brother. É uma ótima equipe.

– Mensagem para quem está enfrentando dificuldades

Sou nascido e criado em uma comunidade, nunca me faltou nada. Meu pai era policial militar e a minha trabalhadora, eles sempre me deram de tudo. Mas, fui criado dentro de uma comunidade em meio às dificuldades, meus avôs que me criaram, cuidaram de mim e todo carinho, que meus pais deveriam dar. Eu entendo que os meus pais tinham que trabalhar e trazer o melhor para dentro de casa. Hoje, eu corro atrás dos meus objetivos, passei um período de depressão, mas não desisti. Eu tive, primeiramente, o apoio de Deus. Sou cristão e temente a Deus. Acho que as experiências ruins que passamos, sempre são para nos deixar mais duros. Estou me reencontrando agora e me deixando mais duro. Nada pode lhe abalar se você tiver Deus, uma família e seus sonhos. Hoje eu viajo para os meus lugares do mundo, como das melhores comidas. Fui para uma das terras mais ricas do mundo (Abu Dhabi). Um favelado de uma comunidade de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro… Isso é milagre de Deus. Não desista dos seus sonhos, seja firme e forte.

*Por Diogo Santarém

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