Brasileiros brilham no AFC 11 e deixam a Coréia do Sul com dois cinturões; veja como foi

Publicidade

Os brasileiros Giácomo Lemos e Jonas Boeno encararam uma longa e cansativa viagem para a Coréia do Sul, mas, sem dúvidas, o esforço valeu a pena. No Angel’s Fighting Championship (AFC) 11, realizado na manhã da última segunda-feira (8), em Seul, o peso-pesado catarinense Giácomo Lemos, conhecido como “Viking”, manteve o seu título com um nocaute sobre Jun Soo Lim, enquanto o gaúcho Jonas Boeno finalizou Myung Ho Bae com um leg-lock e conquistou o cinturão do peso meio-médio da organização asiática.

“Após uma vitória como essa, todo cansaço compensa. Pra mim, para a minha família e para todos os que me ajudaram, foi uma felicidade imensa essa conquista. Um cara que já pensou em parar de lutar, voltar e conseguir esse título, é muita felicidade. Pra mim foi uma superação, e a prova de que Deus sabe a hora certa de tudo”, disse Jonas Boeno, que mesmo com o cinturão e um cartel com 51 lutas, sendo 39 vitórias, 11 derrotas e um no contest, vai continuar se dividindo entre os treinos e o seu trabalho como entregador de gás.

Invicto no MMA, Giácomo já tinha uma certa experiência com a longa viagem para a Coréia do Sul, já que em janeiro, ele encarou o mesmo trajeto e voltou com o cinturão do AFC. Mesmo embarcando com mais antecedência, o “Viking do Campeche”, que trocou o trabalho de analista de sistemas pelo MMA, sentiu o cansaço da viagem.

“A viagem é cansativa demais. Mesmo chegando antes, não adiantou muita coisa. Fiz uma luta apática, senti o jet lag, tanto que quando ia começar a aquecer, percebi que já estava na hora de entrar. Demorei a entrar na luta, fiquei plantado na frente deu meu adversário e levei alguns golpes. Mas esses golpes me acordaram e eu melhorei no segundo round, quando consegui colocar para baixo e trabalhar no ground and pound até chegar ao nocaute”, contou o peso-pesado.

giacomo lemos afc1
Giácomo Lemos manteve o títulos dos pesados e a invencibilidade no MMA (Foto: divulgação/AFC)

Giácomo chegou à sexta vitória na carreira. Agora são cinco triunfos por nocaute e uma vitória por finalização. O catarinense acredita que possui um cartel melhor do que muitos lutadores que hoje estão no UFC, e espera que agora tenha uma oportunidade em um grande evento. Caso isso não ocorra, ele pensa em colocar o MMA em segundo plano.

“Esta foi a primeira defesa de título, e espero que venham mais títulos e defesas. Estou invicto e bati em mais um cara com cartel positivo. E mais uma vez a luta não terminou nas mãos dos juízes. No card preliminar do UFC têm muito lutador peso-pesado com cartel inferior ao meu. Acredito que agora venha uma luta importante em um evento como o UFC ou Bellator. Hoje eu não tenho patrocínio, e caso eu não consiga ganhar dinheiro, a luta passará a ser hobby novamente”, concluiu.

Publicidade

Notícias relacionadas

DEIXAR UMA RESPOSTA

Por favor, poste seu comentário
Por favor, escreva seu nome aqui

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Publicidade