Campeão moral do LFA, Bruno Souza se inspira em Lyoto e mira voos mais altos na carreira

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* Aos 25 anos, Bruno Souza pode se considerar o atual campeão peso-pena do LFA, um dos principais eventos de MMA dos Estados Unidos e porta de entrada para o UFC. Porém, pelo fato da equipe do seu último adversário, o americano Elijah Johns, não ter aceitado um duelo de cinco rounds, o cinturão não foi colocado em jogo, frustrando os planos do brasileiro. Em entrevista à TATAME, Bruno contou sua versão dos fatos e qual é a situação momentânea em relação ao título da categoria até 66kg da organização.

“Essa luta era para ter sido pelo cinturão. O LFA ofereceu a disputa, eu aceitei, mas a equipe do Elijah não quis um duelo de cinco rounds. Eles não queriam uma luta longa, tinham os seus motivos, mas agora acho que passou a chance. Hoje eu me vejo como o melhor peso-pena do LFA. Ganhei de todos os atletas do Top 5, então meu ciclo aqui está se encerrando. Não quero fechar as portas para uma futuro disputa de título, mas já estou de olho no próximo passo”, contou o jovem lutador, que ainda continuou:

“Hoje o cinturão está vago e não tem nenhum adversário claro para eu enfrentar. A disputa era para ser contra o Elijah, que vinha de cinco vitórias, e a própria organização já disse que no momento não tem ninguém pra mim. Terei que aguardar o desenrolar de alguns combates ou pegar luta sem ser pelo título”.

O confronto entre Bruno Souza e Elijah Johns aconteceu no LFA 102, em março deste ano, e terminou com vitória do brasileiro por decisão dividida dos jurados. Com o resultado, “The Tiger”, como é conhecido Souza, chegou à incrível marca de nove triunfos seguidos, sendo quatro no Legacy Fighting Alliance.

“Foi uma luta bastante dura, mas gostei da minha performance, principalmente nos dois primeiros rounds. Acho que eu trabalhei bem, a luta foi exatamente como estávamos esperando. Consegui botar os golpes, parar as quedas dele, então fiz o suficiente para vencer. Claro que eu quero me apresentar cada vez melhor, mas para essa luta foi bom. Já esperava que ia ser um duelo difícil, e para definir faltou só ele cair (risos). Eu revi o combate depois, botei muitos golpes duros, alguns que eu defino treinos, chutes na barriga, socos, mas ele não caiu. Então, acho que é mais crédito dele do que demérito meu no caso”, afirmou o pernambucano.

 

Dono de um cartel com nove vitórias e apenas uma derrota no MMA, Bruno é pupilo da lenda Lyoto Machida e tem como base do seu jogo o Caratê, modalidade que pratica desde os 4 anos. Agora, os planos do brasileiro são de conquistar uma vaga no UFC e, assim como Lyoto, trilhar um caminho de sucesso.

“Essa é a ideia (usar o LFA como plataforma para voos maiores). É um evento que dá toda a experiência necessária para os atletas, vários vão para o UFC e fazem bonito, porque o nível de competição aqui é muito parecido com o nível de entrada no Ultimate. Meu principal objetivo agora é ir para o UFC, mas estou aberto a outras possibilidades se surgir algo interessante”, disse o carateca, analisando ainda o seu estilo. “Meu estilo de jogo é de muita movimentação. Eu treino Caratê desde os 4 anos, competi em alto nível e isso pesa muito no meu jogo, claro que com uma adaptação para o MMA. Meu objetivo é jogar com o Caratê, ser cada vez mais efetivo e, no final da minha carreira, considerado um dos melhores caratecas em ação no MMA”.

Por fim, o peso-pena natural de Recife, Pernambuco, revelou como tem sido a experiência de morar na Califórnia (EUA), onde treina na academia dos irmãos Machida, no momento, em especial com Chinzo, ex-lutador do Bellator, organização que Lyoto – ex-campeão do UFC – também defende atualmente: “Eu vim morar na Califórnia para treinar com eles (Machidas), mas depois o Lyoto acabou se mudando para a Flórida e eu fiquei. O Chinzo ainda mora aqui, a gente cuida da academia, treina juntos e sempre que dá vou visitar o Lyoto. Minha relação com a família deles é de muita proximidade. Quando eu tinha uns 6 anos minha mãe me deixava na academia deles e eu passava o dia lá, então hoje colho os frutos, porque são duas referências que estão comigo desde o dia 1. Ter um cara como o Lyoto do meu lado, um ídolo, faz a diferença”, encerrou.

* Por Diogo Santarém

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