Coluna da Arte Suave: a importância de retornar às origens e absorver o conhecimento dos Grandes Mestres

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* Já faz muito tempo que, após uma entrega de faixas, conversei muito com o GM João Alberto Barreto e ainda no carro, voltando para casa com ele, esticamos a conversa. Claro que o assunto era sobre Jiu-Jitsu. Escutar suas ideias e conceitos foi uma aula, ele é considerado o melhor e mais técnico aluno formado por Helio Gracie. A diferença do Jiu-JItsu Hélio Gracie, como ele intitula, em relação ao Jiu-Jitsu atual é uma questão que ainda penso muito sobre.

Segundo ele, “o Jiu-Jitsu de hoje é para os fortes, e não para os fracos”. A diferença dos quimonos e colocações técnicas que nunca imaginei. Estar com esse Grande Mestre é sempre como uma aula, uma simples conversa sempre passa ensinamentos, conceitos e questões que volto pensando nelas, para aplicar comigo e com os meus alunos. Poder beber na fonte é um privilégio, uma honra.

Estes Grandes Mestres deveriam merecer de todos nós, praticantes de Jiu-Jitsu, todo o respeito e gratidão. Sempre temos que aprender com eles. A evolução técnica é importante, mas os fundamentos, o respeito e a gratidão a esses senhores ainda, ao meu ver, não correspondem ao que mereciam.

Conversando com o GM João Alberto, percebo o quanto ainda tenho de aprender e o quanto perdemos em não escutá-los. Há pouco tempo, conversando com o GM Robson Gracie, também tive essa sensação. O livro do GM João Alberto, “O primeiro herói do ringue”, é uma leitura obrigatória para todos amantes da nossa arte suave, o Vale-Tudo Brasileiro, que segundo o GM, é o clone “do nosso Jiu-Jitsu Brasileiro”. Segundo o GM, o termo “MMA” é uma grife apenas, o termo correto, segundo o GM, é Vale Tudo brasileiro.

Criador do primeiro campeonato de Jiu-Jitsu do mundo, bem como suas pontuações e regras junto do Grande Mestre Hélio Gracie, a contribuição do GM João Alberto é enorme. Continua sendo, inclusive, o primeiro árbitro de um evento internacional de Vale Tudo, então agora batizado de UFC. Infelizmente, não sabemos preservar esses valores, muitas vezes o novo pelo novo deixa o fundamento de lado.

Sem um bom fundamento, é impossível a evolução. Muitos dos lutadores, praticantes de Jiu Jitsu, pouco ou nada conhecem sobre esses heróis dos ringues. Esse esquecimento do passado é uma lacuna que nossa arte marcial não pode permitir, e ainda temos tempo para reverter essa falha. O GM João Alberto ainda instiga ao falar do Jiu-Jitsu Helio Gracie. Seus pontos de vista sobre regras do Vale Tudo brasileiro são interessantes e pertinentes, a importância da estratégia do “jogo de xadrez”, que é o nosso Jiu-Jitsu.

Lutar para vencer e finalizar. Eu concordo com o GM que se deve lutar para vencer, e não para dar show. O livro “Do Vale Tudo brasileiro ao “MMA” é uma leitura que indico para todos, principalmente para os professores e esperar novos livros do GM João Alberto Barreto.

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail [email protected] Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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