Coluna da Arte Suave: como o professor deve reagir à saída de um faixa-preta da sua equipe; confira e opine

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* No meu texto anterior, escrevi sobre alunos que trocam de academia no Jiu-Jitsu. Mas quando o aluno, à medida que vai se graduando, confirma essa mudança, ela se torna mais impactante e comentada dentro da academia – principalmente quando ele já é um faixa-preta formado nesse próprio local. Ontem, um amigo me ligou para conversarmos. Estava pensando em sair da sua equipe, na qual começou ainda como faixa branca. Ele conseguiu receber a faixa preta agora, como professor dessa equipe já há uns anos. 

Porém, de um tempo para cá, ele começou a discordar de certas decisões, não concordando com certas atitudes internas, e aí a vontade de sair se torna cada vez mais forte. Trata-se de uma decisão difícil, pois implica em muitos aspectos profissionais e pessoais, e por vezes, repercutindo nas amizades criadas.

Muitos não sabem respeitar a decisão do próximo. Polarizam sem necessidade, e normalmente não sabem da história por completo, tomando partido de maneira abrupta, rompendo até amizades. Eu creio que se deve respeitar a decisão de cada um. Não importa o motivo, mas se um professor decide sair da sua academia para criar a própria dele ou para outra equipe, acredito ser o direito pessoal de cada um. Não cabe a ninguém julgar. Se algum fator não está satisfazendo um dos lados ou ambos, não há o que fazer. 

Sair de uma equipe para outra ou criar a sua equipe é um direito que todo faixa-preta tem. Claro que existem diversas maneiras e motivos para sair de uma equipe, e isso pode acontecer, mas nem sempre são saídas pacíficas. Eu já tive faixas-preta que saíram da minha equipe por decisões deles. No meu caso, sei que isso sempre pode acontecer. Um faixa-preta pode estar chegando ou saindo de sua academia. Os motivos podem ser diferentes, motivados por causas distintas, mas como professor, sempre tento ser justo. 

A questão deve ficar entre o faixa-preta e o líder da equipe. Seus amigos de equipe não têm que terminar amizade ou até se posicionarem contra. Foi uma decisão pessoal e ela deve ser respeitada. Existe o amor ao escudo, o laço de família que se forma ao longo dos anos, mas divergências de opiniões podem acabar em saídas de lutadores de uma equipe para outra. Esses fatos sempre existiram e continuarão a existir. Sempre falo aos meus amigos e alunos que mantenham as amizades e que respeitem as decisões de seus ex-parceiros de treino. Cada um escolhe o seu caminho e responde por suas decisões, no tatame e na vida.

Para mais informações, veja https://www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail [email protected]. Também conheça o http://www.geracaoartesuave.com.br/. Oss!

* Por Luiz Dias

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