Coluna da Arte Suave: o respeito ao faixa-branca e a importância da graduação no Jiu-Jitsu; leia e opine

Publicidade

* Entrar em uma academia de Jiu-Jitsu já é um ato de coragem, mesmo tendo amigos que já treinam no local. Estou falando do aluno faixa-branca. Ou melhor, ao entrar na academia, essa pessoa se torna um faixa-branca. Os faixas-branca devem ser bem recebidos por todos, do professor aos outros alunos, pois eles são a base da academia, que trazem sangue novo.

No início, tudo é novidade, com muita coisa para aprender… Rolamento, fuga de quadril, movimentos diferentes e por aí vai. Na maioria das artes marciais, quando você começa a treinar, inicia como um faixa-branca. Infelizmente, muitos veem esta faixa como uma graduação sem valor. Ou pior, para muitos, a faixa branca nem é uma graduação. Sentem até vergonha de ostentá-la na cintura, mas como diz o ditado: “o faixa-preta é um faixa-branca que não desistiu”. 

Ninguém nasce um faixa-preta. Creio que nós, professores, devemos mudar essa forma como grande parte dos alunos enxergam a faixa branca. Afinal, ela já é uma graduação. Por outro lado, também devemos explicar que a faixa branca é o caminho inicial de todos os praticantes, e eles não devem ficar incomodados. Devem focar em aprender as técnicas corretamente e assimilar os detalhes para potencializar seus movimentos fundamentais. 

A faixa branca na cintura avisa aos mais graduados que aquele lutador ainda está no início do seu aprendizado. Então, os mais graduados, no meu entendimento, devem treinar mais cadenciados, dando dicas, e não amassando sem a menor necessidade, porque esse estágio do treinamento em nada acrescenta ao lutador que está começando. Quem não treina, não pode dizer que é um faixa-branca. Os faixas-branca devem lutar dentro do que já sabem, sem amarração, vivenciando e aprendendo a dinâmica da luta, o tempo certo dos golpes e movimentações, bem como a hora de explodir e a hora de concentrar energias. 

Além disso, a faixa branca tem que trazer humildade ao aluno, de saber que ele tem muito para aprender ainda, respeitar os mais graduados, assim como também precisa ser respeitado. É comum o lutador pesquisar posições na internet, o que pode ser interessante, mas antes o faixa-branca deve demonstrá-las ao professor e pedir sua opinião quanto à sua aplicação nos treinos – e não fazer antes que seu professor autorize. Existem finalizações que podem causar lesões graves quando mal executadas ou sem a supervisão de um professor atento à aplicação. 

Acredito que o tempo de faixa branca deve ser bem aproveitado e vivenciado, sem pressa de ser graduado para a azul. Este início é o momento exato para se aprender de maneira bem sólida os fundamentos que durante toda a sua vida de lutador, inclusive na faixa preta, você irá usar. Por exemplo, como buscar finalizações elaboradas se a base não está sólida? Como fazer posições avançadas se movimentos fundamentais não são executados como deveriam? 

São os detalhes que fazem a diferença na luta. Fazer as pegadas certas e preocupar-se com a técnica é essencial, porque você pode ser forte, mas encarar alguém com a mesma intensidade física, essa diferença acaba. Aí, vai ser a técnica de cada um que causará o desequilíbrio, mostrando o vencedor da luta, seja em um treino de academia ou no campeonato. 

A busca pela graduação é um sentimento legítimo. Qual lutador não quer ganhar a faixa preta? Quem não deseja vencer um campeonato Brasileiro ou Mundial? Muitos querem ser professores e ter sua academia como meio de vida, contudo, todas essas metas ou sonhos têm um ponto em comum. Esses caminhos começam na formação do lutador, no início do seu aprendizado, nos fundamentos básicos da arte suave, ou seja, na faixa branca.

Para mais informações, veja www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail geracao.artesuave@yahoo.com.br. Também conheça o www.geracaoartesuave.com.br/.

* Por Luiz Dias

Publicidade

Notícias relacionadas

DEIXAR UMA RESPOSTA

Por favor, poste seu comentário
Por favor, escreva seu nome aqui

Publicidade