Coluna da Arte Suave: os ‘tabus’ existentes nos treinos do professor com o aluno; confira

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* Sempre treino com os meus alunos e acontece de eu ser finalizado algumas vezes. Creio que ninguém gosta de perder, mas acontece. Os fatores são vários, e muitas vezes como professor, o treino acontece e não consigo treinar por diversos motivos, mas eu gosto de lutar com os meus alunos e amigos que vêm me visitar. Recebi dois e-mails praticamente me perguntando a mesma coisa: o que eu achava em ser finalizado por um aluno, e se eu treinava com os meus alunos de todas as faixas. 

Sempre treinei com os meus alunos, de todas as faixas. Ser finalizado por um aluno, tomar um carro, me faz sentir que estou ensinando bem. Em sua ampla maioria, meus alunos são mais jovens e mais fortes, com o aeróbico em dia. Então, embora eu tenha dito que perder nunca é uma opção a se pensar, ela pode ocorrer. Eu transformo essa derrota em motivação para treinar mais e puxar os meus limites, e pensar em diferentes estratégias. 

Ao mesmo tempo, como professor, fico contente em ver o progresso dos meus alunos. Ter alunos aqui nas faixas preta, marrom e não tomar um amasso, eu ficaria insatisfeito comigo mesmo. Creio que o ideal é que eles me superem e consigam ir além. Não vejo como aspecto negativo. Pelo contrário. Falo para eles que treinem comigo normalmente. Respeito é, ao meu ver, bem diferente de lutar fazendo “corpo mole”.  

Em um dos e-mails, um professor escreveu se sentir ofendido por ter sido finalizado pelo seu aluno. Acredito que ele não está pensando como professor, está pensando como competidor. E como competidor, são dois parâmetros diferentes nesse embate: peso e idade. Tenho aqui faixas preta com vinte anos a menos, mais ou menos, e bem mais pesados do que eu. Então, além de professor, tenho de também levar esses parâmetros em conta. São lutas na categoria absoluto, então vamos lutar e nos divertir. 

O importante é estar lutando, rolando com os meus alunos e tentando ganhar sempre, mas se eu perder, sei que na finalização do meu aluno tem um pouco de mim também ali. Além disso, num dos e-mails, um dos professores perguntou se eu não me sentia incomodado em ser finalizado na frente dos outros alunos. Eu digo que não. Ficaria incomodado em escutar: “Cheguei na faixa preta e nunca lutei com o meu professor”. 

Acredito que é importante todo lutador ter essa memória de ter lutado com o seu professor, e como professor, ao você lutar com o seu aluno, você pode avaliar o que ele está fazendo bem e o que pode corrigir e melhorar em sua rotina de luta. Enfim, lutar sempre é bom. Ao lutar com os seus alunos, você sempre ganha, de uma maneira ou de outra. 

Para mais informações, veja www.instagram.com/luizdiasbjj/ ou entre em contato pelo e-mail [email protected]. Também conheça o www.geracaoartesuave.com.br/.

* Por Luiz Dias

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